PUBLICIDADE Família acredita que Sandro Castro Menezes tenha entrado em área de facção criminosa rival à que atua no local onde ele morava com a viúva e a filha de 4 anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sandro Castro Menezes foi torturado e levou 20 tiros — Foto: Álbum de família RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 11:08 Motociclista morto com 20 tiros e sinais de tortura na Zona Norte do Rio Sandro Castro Menezes, motociclista de aplicativo, foi brutalmente assassinado na Zona Norte do Rio. Ele foi encontrado com 20 tiros e sinais de tortura, incluindo mutilações. A família suspeita que ele tenha entrado em território de facção rival. A Polícia Civil investiga o caso, enquanto o sogro lamenta a "selvageria". Sandro era conhecido por ser trabalhador e pacato, sustentando a família com suas corridas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um motociclista de aplicativo foi torturado e morto com cerca de 20 tiros na Zona Norte do Rio. O corpo de Sandro Castro Menezes, de 36 anos, foi encontrado na Rua Francisco Enes, na Penha Circular, nesta terça-feira. Além dos disparos, segundo a família, ele teve o coração e o pulmão perfurados, a coluna cervical quebrada, um dedo arrancado, o órgão genital decepado e foi degolado. Nada foi levado da vítima — o celular e a carteira estavam do seu lado e a moto, jogada num valão próximo. — Foi uma selvageria, uma barbárie. Ele era muito gente boa, honesto, educado, tranquilo demais. Nunca levantou a voz. Não merecia isso. É surreal, parece filme de terror — lamentou Marcelo Carvalho de Melo, sogro de Sandro. Segundo ele, graças a relatos de colegas de profissão e a mensagens enviadas para a viúva, Juliana, a família acredita que o motociclista tenha sido capturado após entrar numa comunidade dominada por uma facção criminosa rival à que atua em Realengo, na Zona Oeste da capital, onde ele morava com a mulher e a filha, de 4 anos. — No Rio de Janeiro, você não pode falar que mora em tal local. Nós, cariocas, achamos que isso é normal. Mas não é — afirmou Marcelo. O sogro contou que Sandro havia saído de casa às 19h de segunda-feira para trabalhar, aproveitando o momento em que a chuva estiou. Às 22h Juliana tentou falar com o marido — era comum ela fazer contato com ele durante o período em que estava rodando de moto —, mas não conseguiu. As mensagens pararam de chegar no telefone do rapaz. Na terça-feira de manhã, viúva recebeu um telefonema avisando que o corpo havia sido encontrado. — O Sandro era trabalhador, sustentava a família com as corridas que fazia. Não tinha nada no celular dele nem nas redes sociais, onde mal publicava, que possa levar a crer que ele tenha sido confundido com alguém. A moto era velha. A gente não tem prova da motivação e da autoria, mas tudo leva para a tese de que tenha sido morto por traficantes. Colegas dele falaram isso para a minha filha — disse Marcelo. O sepultamento do motociclista será no Cemitério do Murundu, em Realengo. O horário ainda não foi marcado. Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Sandro. "Diligências estão em andamento para apurar a autoria e circunstâncias do crime", disse a corporação em nota.