Operação contra Jaques Wagner mostra que turma do Master não tinha restrição ideológica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada e uma das contrapartidas costuma ser a devolução de ativos, o que o banqueiro resiste — Foto: Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 19:05 "Operação expõe laços de Daniel Vorcaro com políticos influentes" A investigação envolvendo Daniel Vorcaro revela suas conexões estreitas com políticos, sustentadas por festas, jatinhos e mesadas. A operação expôs a relação do banqueiro com figuras como Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner, mostrando que interesses ilícitos prevaleciam sobre ideologias. A Polícia Federal rejeitou a alegação de que atos de corrupção eram demonstrações de amizade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Amizade não tem preço, diz a música de Tim Maia. Na política, há controvérsias. Daniel Vorcaro desfilava como amigo do peito de figurões da República. Retribuía o afeto com festas, mesadas, voos de jatinho e outras benesses. A ternura transbordava da relação entre o banqueiro e Ciro Nogueira. Em conversa com a namorada, Vorcaro descreveu o senador como um de seus “grandes amigos de vida”. Os dois viajaram juntos para Paris, Nova York, Lisboa e Courchevel. Quando o dono do Master sumia, o presidente do PP se dizia com saudade. O dono do Master também ouvia palavras de carinho de Cláudio Castro, o ex-governador do Rio. “Você é meu amigo, não conta”, escreveu o bolsonarista, ao receber elogios a seus dotes de cantor. “Amigo, foi uma experiência incrível”, derramou-se, depois de um banquete às custas de Vorcaro. Para Flávio Bolsonaro, o banqueiro parecia ser mais do que um amigo. “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, escreveu o senador, após a primeira temporada de Vorcaro no xadrez. Solidário, ele foi visitá-lo na prisão domiciliar, quando o anfitrião era monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Na primeira tentativa de fechar uma delação premiada, o dono do Master tentou justificar seus atos de corrupção como meras demonstrações de amizade. A Polícia Federal rejeitou a conversa. Em relatório, afirmou que as relações do banqueiro com políticos eram pautadas pela “convergência de interesses ilícitos”. A operação de ontem mostrou que a turma não fazia restrições ideológicas. Sócio de Vorcaro, Augusto Lima chamou o senador Jaques Wagner de “amigo” ao presenteá-lo com ingressos para um show da cantora Taylor Swift. Na tentativa de explicar as benesses, o petista expôs a intimidade com o banqueiro ao tratá-lo pelo apelido de “Guga”. Fora dos palcos, o autor de “Não quero dinheiro” expunha uma visão nada romântica dos poderes da grana. “É todo mundo roubando. É o bispo, é o padre, é o sacristão, é o macumbeiro, é o presidente, é o deputado, é o cineasta”, filosofou Tim Maia, em documentário de 1987. “O mundo só vai ficar legal depois que terminar o dinheiro. Porém, que não me falte nenhum antes de terminar, entendeu?”, concluiu.
Amizade de Vorcaro com políticos era movida por festas, jatinhos e mesadas
Operação contra Jaques Wagner mostra que turma do Master não tinha restrição ideológica











