Minutos após a entrevista protocolar de véspera de jogo concedida pelo técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, sentou-se na mesma cadeira Sebastién Migné, técnico do Haiti. Por diversas vezes em suas respostas sobre a partida de sexta (19), válida pela segunda rodada da Copa do Mundo, ele falou em "estar à altura" do desafio.

"Estar diante daquilo que há de melhor é mais do que gratificante, desde que eu esteja à altura da ocasião. Encontrei o Ancelotti em algumas ocasiões, ele sempre foi muito gentil, tratou-me muito bem. Tentarei ser respeitoso e um bom adversário", afirmou o francês, que aplicou o mesmo raciocínio a seus jogadores.

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"Fazia 52 anos que o Haiti não estava na Copa do Mundo. Amanhã, temos uma oportunidade histórica de jogar contra o Brasil. Teremos de ficar à altura, é o que desejam os torcedores haitianos. Queremos deixá-los orgulhosos. Temos muita sorte. Muitos gostariam de estar neste lugar e não se classificaram", acrescentou.

Para Migné, porém, o papel da seleção caribenha não é meramente estar no Mundial. Ainda que a equipe nunca tenha conquistado um ponto na história da competição –está em sua segunda participação, após as três derrotas de 1974–, o treinador sustentou que tem como meta avançar ao mata-mata.