O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) adiantou esta quinta-feira que o inquérito aos alegados maus tratos a idosos em lares ilegais de Lousada, distrito do Porto, teve início em 2023, sublinhando que o mesmo "nunca esteve parado".Em nota publicada na página da Internet, o DCIAP diz que o inquérito foi instaurado em 22 de Junho de 2023 no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lousada, sendo depois remetido ao DCIAP (Porto), onde deu entrada a 27 de Setembro desse ano."Enquanto esteve no DCIAP, nunca o inquérito esteve parado", lê-se na nota, dando conta de que "foram realizadas buscas domiciliárias nas dez habitações conhecidas à data, presididas por três procuradoras" e que, "aquando das buscas, foram inquiridos, nos locais, vários utentes".
O DCIAP refere que também "foram realizadas perícias digitais forenses a equipamentos informáticos (telemóveis, cartões SIM e cartões de memória) apreendidos, tendo sido criados 10 anexos respeitantes à extracção da informação relevante".Acrescenta o DCIAP que a investigação também "diligenciou pela obtenção de todos os relatórios médicos dos utentes localizados nas estruturas ilegais, bem como junção de outros elementos relevantes", e "foi obtida a informação bancária relevante".Além disso, segundo o DCIAP, "foi obtida a documentação clínica relevante e foram realizadas perícias médico-legais aos utentes, foram inquiridas diversas testemunhas pela procuradora titular, foram analisados diversos telemóveis, cartões SIM e de memória apreendidos, sendo produzido extenso relatório"."Ao longo deste período, foi apreciada a conexão processual de vários inquéritos com estes, tendo em alguns casos havido apensação", indica o DCIAP.Em 18 de Setembro de 2025, em cumprimento de um despacho do Procurador-Geral da República (PGR), emitido dois dias antes, o inquérito foi novamente remetido ao DIAP de Lousada."Nessa altura, era composto por: 8 volumes de autos principais; 19 anexos (perícias médicas, perícias informáticas, documentação clínica, relatórios da Segurança Social, num total de 20 volumes); 2 anexos bancários; 15 inquéritos apensos; 11 anexos de buscas (num total de 23 volumes)", revela o DCIAP.







