Curumim da Lagoa teve braço e lança furtados por criminosos e passou dois meses e meio em restauração; recuperação foi realizada pelo filho do artista que criou a obra original 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A estátua do Curumim da Lagoa, retirada para manutenção após ter peças furtadas — Foto: Secretaria municipal de Conservação/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 12:17 Estátua "Curumim da Lagoa" retorna restaurada à Lagoa Rodrigo de Freitas após vandalismo Após vandalismo, a estátua "Curumim da Lagoa" foi restaurada e voltou à Lagoa Rodrigo de Freitas. A obra, com braço e lança furtados, passou dois meses e meio em restauração, realizada por Luiz Augusto Correia de Araújo, filho do escultor original. A escultura, uma homenagem aos povos indígenas, foi doada ao Rio em 1979. O custo da restauração, de R$ 50 mil, reacende o debate sobre danos ao patrimônio público. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas está de volta ao seu tradicional posto de pesca. Após dois meses e meio fora do local para passar por obras de restauração, a escultura retorna nesta sexta-feira (19) à Zona Sul do Rio. O monumento foi retirado depois de sofrer mais um ataque de vandalismo. Criminosos furtaram parte do braço e a lança da estátua, peça que compõe a cena do indígena pescando e é uma das características mais marcantes da obra. O restauro foi promovido pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação, e teve um significado especial: os reparos foram realizados pelo artista plástico Luiz Augusto Correia de Araújo, filho do escultor pernambucano Pedro Gaspar Jens Correia de Araújo, autor da obra inaugurada em 1979 e falecido em 2019. Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a participação de Luiz Augusto foi fundamental para garantir a fidelidade da restauração. — O Luiz Augusto não apenas restaurou uma escultura, ele reconstituiu uma memória. Para recriar as peças furtadas, ele recorreu a um antigo cliente do pai, que possui uma obra idêntica ao Curumim da Lagoa. Foi a partir dela que foram feitos os moldes que permitiram reproduzir exatamente as partes levadas pelos criminosos — explicou. O Curumim da Lagoa é uma homenagem aos povos indígenas que habitavam originalmente a região da Lagoa Rodrigo de Freitas. A escultura de bronze foi doada à cidade em março de 1979, pesa cerca de oito toneladas e tem quase dois metros de altura. Esta é a terceira grande restauração pela qual o monumento passa. Em razão dos frequentes ataques de vandalismo, a obra chegou a ser transferida, em 2011, para uma pedra mais afastada da margem da lagoa, numa tentativa de dificultar novas ações criminosas. Além do valor histórico e cultural da escultura, o episódio reacende o debate sobre os prejuízos causados ao patrimônio público. De acordo com Diego Vaz, cerca de 30% dos recursos gastos pela Secretaria de Conservação são destinados à recuperação de estruturas vandalizadas. — Só esta restauração custou cerca de R$ 50 mil. É dinheiro público usado para devolver ao Rio algo que já era do Rio. São recursos que poderiam estar sendo investidos em novas melhorias para a cidade, mas que acabam sendo direcionados para reparar danos causados pela ação de criminosos — afirmou. Com a conclusão dos trabalhos, o Curumim volta a ocupar seu lugar na Lagoa Rodrigo de Freitas, retomando uma das paisagens mais conhecidas e fotografadas da região.
Após vandalismo, estátua doada ao Rio em 1979 é restaurada pelo filho do criador e volta à Lagoa
Curumim da Lagoa teve braço e lança furtados por criminosos e passou dois meses e meio em restauração; recuperação foi realizada pelo filho do artista que criou a obra original







