O temor de uma nova pandemia segue vivo. No início de maio, um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico deixou três mortos e levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a coordenar evacuações, avaliação de risco e resposta internacional. Na África, o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda chega a 695 casos confirmados e 138 mortes, segundo boletim da OMS do último dia 13 de junho.
O caso de hantavírus foi descrito como grave, mas contido, e sem restrições de viagem naquele momento. No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o surto não representava risco para o país, pois a variante relacionada ao episódio no navio não tem circulação registrada em território nacional. Até maio, o Brasil havia confirmado sete casos e um óbito, sem relação com a situação internacional.
A OMS classificou o atual surto de ebola como emergência de saúde pública de importância internacional. A entidade avaliou o risco como muito alto na República Democrática do Congo, alto em Uganda e em países vizinhos, mas baixo em termos mundiais. Os casos suspeitos notificados no Brasil até o momento foram descartados.
Mas, afinal, o que separa uma emergência localizada de uma ameaça pandêmica? Na prática, é a capacidade de disseminação sustentada. Uma infecção pode matar, exigir resposta rápida e mobilizar autoridades de diferentes países sem necessariamente ter potencial para se espalhar pelo mundo. É por isso que os surtos de ebola e hantavírus acendem alertas sanitários, mas não são tratados como o início de uma pandemia.






