0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 10:13 Senador Jaques Wagner é Investigado por Corrupção e Recebimento de Benefícios Ilícitos A Polícia Federal investiga o senador Jaques Wagner por atuar em favor de um grupo empresarial, beneficiando-se com a ampliação de crédito para trabalhadores e a emenda Master. Em troca, Wagner teria recebido vantagens como um apartamento de R$ 2,45 milhões e uso de aeronaves. Documentos obtidos incluem mensagens e registros financeiros, revelando pagamentos à BN Financeira, ligada à sua família. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador Jaques Wagner mantinha interlocução direta com Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, mostram as investigações da Polícia Federal. Segundo os documentos tornados públicos nesta manhã, o líder do governo no Senado, atuou para aumentar a margem consignável da remuneração, o que favorecia o grupo, pois amplia a capacidade de crédito dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Além disso, o senador apoiou a chamada emenda Master, proposta pelo senador Ciro Nogueira, que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura de investimentos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O senador teria ainda atuado em relação à fiscalização e controle da operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. São mencionados no documento diálogos em que Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner e secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, cobrando Augusto Lima de pagamentos pendentes, com referências a boletos, notas fiscais, documentos a assinar e dificuldades financeiras. Lima teria apresentado como causa da apontada inadimplência nos pagamentos o insucesso da operação Banco Master/BRB. Em troca do atendimento de interesses do grupo, Jaques Wagner teria negociado a compra de um apartamento no valor de R$ 2,45 milhões, ingressos para shows no exterior, uso gratuito de aeronaves. A investigação aponta ainda pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar, a BN Financeira, do qual é sócia Bonnie Bonilha, esposa de seu enteado. A autoridade policial indica que teria sido transferido R$ 3,5 milhões à BN Financeira pela PKL One Participações, pessoa jurídica vinculada ao núcleo de Augusto Lima. O material tornado público pelo ministro André Mendonça, mostra que a Polícia Federal obteve as informação em mensagens eletrônicas, áudios, chamadas de voz, documentos contratuais, comprovantes de transferência, registros societários, metadados, planilhas de pagamentos e comunicações extraídas de aparelhos celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero.