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Quem vier a Magalhães à espera da epopeia hagiográfica do navegador português que descobriu o caminho marítimo para as Índias (por conta da coroa espanhola) pode já passar ao lado das 2h43 do filme de Lav Diaz. Não estamos na superprodução popular, nem mesmo sequer numa narrativa revisionista clássica: para o iconoclasta filipino, trata-se de olhar para Magalhães como “o outro”, “o alienígena”, “o invasor” que veio perturbar o éden pacato das Molucas. No fundo, olhar para ele como ele olhava para os nativos das ilhas que foi “conquistar” em nome da coroa e da Igreja, nesta reconfiguração dos seus últimos dez anos de vida, de Malaca a Lisboa, a Sevilha e a Cebu.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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18 de Junho de 2026