Ex-deputado federal sugeriu ainda que filme pode ter impacto similar ao de Exterminador do Futuro 2; diretor Cyrus Nowrasteh afirmou que objetivo da obra com Jim Caviezel é eleger Flávio Bolsonaro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diretor de Dark Horse fala sobre filme após premiere em Las Vegas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 22:01 Filme sobre Bolsonaro em Las Vegas visa impulsionar Flávio à presidência Durante a estreia do filme "Dark Horse" em Las Vegas, o diretor Cyrus Nowrasteh expressou desejos de que a produção ajude a eleger Flávio Bolsonaro como presidente do Brasil. O evento, parte do Fraud Fighter Summit, contou com a presença de Eduardo Bolsonaro e foi criticado pelo PT, que pediu investigação sobre o financiamento da obra. O filme, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, é apresentado como parte de uma "guerra cultural". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Durante a primeira exibição pública do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o diretor Cyrus Nowrasteh disse que espera que a produção ajude a eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) presidente do Brasil. Na semana passada, o PT pediu ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal que investiguem os recursos que financiaram a obra, bem como o uso eleitoral do filme. — Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil — disse Cyrus, após a exibição do filme em um hotel de Las Vegas, na segunda-feira. Dark Horse teve a sua primeira exibição ao público em um encontro da direita americana batizado de Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude). A premiere do filme marcou o final do primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Como mostrou o blog da Bela Megale, o foco do filho do ex-presidente era atrair distribuidores interessados em exibir 'Dark horse' em salas de cinema nos Estados Unidos. Após a exibição, Eduardo e o diretor Cyrus Nowrasteh estiveram entre os participantes de um painel mediado pelo influenciador de direita Juan O'Savin. Durante o painel, Eduardo Bolsonaro falou sobre a situação de saúde do pai e discorreu sobre o envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato O ex-deputado afirmou que o filme faz parte de uma guerra cultura contra adversário ideológicos. — O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda — disse Eduardo, que fez menção ao filme Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra cinematógráfica de impacto duradouro, sugerindo que "Dark horse" poderia ter o mesmo alcance. — É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial. Saiba quem interpreta a família Bolsonaro em 'Dark Horse' 1 de 5 Jim Caviezel vive Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação 2 de 5 Camille Guaty vive Michelle Bolsonaro em 'Dark Horse' — Foto: Divulgação X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Marcus Ornellas vive Flávio Bolsonaro em 'Dark Horse' — Foto: Divulgação 4 de 5 Sergio Barreto vive Carlos Bolsonaro em 'Dark Horse' — Foto: Divulgação X de 5 Publicidade 5 de 5 Edward Finlay vive Eduardo Bolsonaro em 'Dark Horse' — Foto: Divulgação Pedido de Flavio Bolsonaro a Daniel Vorcaro por financiamento trouxe filme de volta ao noticiário Eduardo também respondeu a um questionamento sobre se a produção do filme precisou lidar com alguma "reação política contrária do establishment comunista". O ex-deputado se limitou a mencionar uma ação na Justiça Eleitoral, sem fazer menções às outras controvérsias nas quais "Dark horse" está envolvido, como o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, à produção do filme. — O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição — disse Eduardo. Ao responder a mesma pergunta, Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi filmado sem conhecimento do "establishment" e acrescentou que os órgãos públicos só souberam da produção ao final das filmagens, quando a equipe gravava as cenas da facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018. "Todos os nossos documentos estavam legais", disse o cineasta. Em outro trecho ele afirma que o filme pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República. — Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil — disse Cyrus. Cartaz do Fraud Fighter Summit anuncia exibição de filme sobre Bolsonaro — Foto: Divulgação 'É verdade', diz Eduardo sobre acusação de coação Nesta terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuar nos EUA para coagir ministros da Corte através da articulação de sanções. O evento em Las Vegas aconteceu um dia antes da decisão, mas o tema foi abordado pelo ex-deputado, que se referiu aos magistrados como "covardes". — Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível — disse Eduardo. 'Lutadores', condenada e ingressos esgotados O evento, que vai durar até esta quarta-feira, diz ter em sua programação apresentações e discussões sobre "métodos avançados para detecção de manipulação em processos eleitorais". Um dos cartazes do encontro conservador convoca o público a se juntar aos "lutadores" no combate a fraude em títulos, corrupção governamental, fraude eleitoral e golpes na área de saúde. O ingresso para participar do evento, que acontece no hotel Aher, em Las Vegas, custava US$ 350. Segundo a organização da cúpula, todos os 700 assentos esgotaram. O primeiro dia do Fraud Fighter Summit não contou com transmissão on-line, mas parte do público compartilhou trechos do encontro nas redes sociais. Um deles mostra o discurso feito pela ex-funcionária eleitoral do Colorado Tina Peters, que antecedeu à exibição de "Dark horse". Até o início de junho, a americana encontrava-se presa após ser condenada a nove anos de prisão por permitir a terceiros acesso não autorizado a equipamentos de votação. O objetivo de Peters era mostrar que as urnas haviam sido fraudadas para prejudicar Trump no pleito de 2020, perdido para Joe Biden. No dia primeiro de junho, ela foi solta após o governador do Colorado, o democrata Jared Polis, ser pressionado por Trump a reduzir a pena de Peters. — Este filme é muito importante. Acompanhei Bolsonaro e o que aconteceu no Brasil. Isso pode acontecer em todos os países do mundo e é claro que eles estão tentando fazer isso com o nosso país. (...) Amo vocês e precisamos respeitar esse pessoal do Brasil — disse Peters, sob aplausos dos presentes. Segundo consta na página oficial do evento, devem participar do Fraud Fighter Summit ainda o ex-estrategista de Trump e aliado da família Bolsonaro nos EUA, Stephen Bannon, além da atriz Roseanne Barr, apoiadora do presidente americano. Outro convidado do evento é o ex-primeiro-ministro sul-coreano Hwang Kyo-ahn. Em novembro de 2025, ele foi detido pelas autoridades do país por incitar uma insurreição ao apoiar a lei marcial decretada pelo ex-presidente Yoon Suk-yeol em 2024. Ele e o líder do partido Liberdade e Inovação foram aos EUA para "trazer a verdade sobre as eleições de 3 de junho na Coreia do Sul", que alegam serem fraudadas.