Prestigiado grupo de dança espanhol também apresenta 'Suíte Flamenca', no Theatro Municipal do Rio, antes de seguir para SP 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Compañía Antonio Gades apresenta 'Bodas de Sangre' e 'Suite Flamenca' — Foto: Divulgação/Clarissa Lapolla RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 17:59 Cia Antonio Gades Apresenta "Bodas de sangue" e "Suíte Flamenca" no RJ A Cia Antonio Gades traz ao Brasil clássicos do flamenco com as obras "Bodas de sangue" e "Suíte Flamenca", sob a direção de Stella Arauzo. Ex-primeira-bailarina, Stella celebra a conexão cultural com o Brasil, destacando a paixão e o ritmo compartilhados. As apresentações ocorrem no Theatro Municipal do Rio, refletindo o legado do coreógrafo espanhol Antonio Gades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO “É genial contar a história através da dança, sem dizer uma única palavra, toda essa literatura levada ao corpo”. Esta é a definição que Stella Arauzo guarda da obra de Antonio Gades (1936-2004), lendário coreógrafo espanhol que revolucionou o flamenco. Ex-primeira-bailarina e hoje diretora artística da companhia que leva o nome do mestre, Stella traz ao Rio um programa duplo com “Bodas de sangue” e “Suíte Flamenca”, que será encenado no Theatro Municipal de sexta a domingo. A relação da diretora com o Brasil e com a obra de Gades é antiga. Foi na América do Sul que ela estreou como par do coreógrafo, em 1988, quando assumiu o desafio de substituir Cristina Hoyos no papel principal de “Carmen” na adaptação flamenca. Naquela mesma turnê, a bailarina, que integrava o corpo de balé desde os 17 anos, se apresentou pela primeira vez no palco do Municipal carioca. — O flamenco vai à raiz do povo, é ritmo, é música universal. E este é um país com muita dança, ritmo, paixão e sensualidade. Acho que tudo isso nos une na hora de contar histórias e criar emoções através do flamenco — afirma Stella. À frente da direção artística da Compañía Antonio Gades há 20 anos, ela não economiza louvores ao falar do mentor, com quem aprendeu que “tudo se faz à base de trabalho, disciplina e muita humildade”. O espetáculo atual traz dois pilares desse repertório histórico. O primeiro é “Bodas de sangue”, inspirado na tragédia do poeta e dramaturgo Federico García Lorca, escrita em 1932. A coreografia estreou em 1974 como um “ato de rebeldia” durante a ditadura franquista na Espanha e popularizou-se no mundo todo ao ser levada ao cinema por Carlos Saura, em 1981, com o bailarino no papel principal. Para a diretora, a obra é “a mais Gades” de todas as suas criações. “Suíte Flamenca” fecha a noite com uma sequência de números que exploram a estética tradicional da dança sob a ótica vanguardista do coreógrafo. — É a forma como ele sente a dança: a sobriedade, o minimalismo, o ir ao âmago do bailarino, tirar o artifício e buscar o sentimento mais profundo. Porque o flamenco pode ser tudo: alegria, paixão, morte, drama. O espetáculo vai passeando por todas as sensações que ele nos cria. Para a diretora, o cargo traz uma grande responsabilidade: manter vivo o legado de Antonio Gades. — Acho que é uma forma maravilhosa de entender e viver o flamenco — a dança, o canto e a guitarra. Tudo é apresentado de uma maneira aparentemente simples e muito fácil de compreender e sentir. Mas alcançar essa singeleza não é nada fácil. Ainda assim, para quem assiste, a sensação é de que tudo acontece de forma natural. Serviço Rio de Janeiro Onde: Theatro Municipal. Praça Floriano, Centro.Quando: 19 a 21 de junho.Que horas: Sex, às 19h. Sáb, às 20h. Dom, às 15h.Quanto: De R$ 50 (galeria, ingressos populares) a R$ 450 (balcão nobre).