Um homem vietnamita com problemas cardiovasculares desmaiou e morreu no "Speedway Slammer", a antiga prisão de segurança máxima de Indiana, nos Estados Unidos, que foi reaproveitada e se tornou um símbolo da repressão à imigração do governo de Donald Trump.

Em um centro de detenção da Pensilvânia, um homem chinês que já havia tentado suicídio foi encontrado enforcado no chuveiro. Em uma unidade de Nova York, um homem hondurenho com frequência cardíaca alta e tremores causados pela abstinência alcoólica morreu em sua cela sem receber atendimento de emergência.

Esses homens estão entre as 50 pessoas que morreram em centros de detenção para imigrantes nos EUA desde que Trump lançou sua campanha de deportação em massa, em janeiro de 2025, segundo registros do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

De 2009 a 2024, as autoridades registraram uma morte por ano para cada 3.848 detidos, com base na população média diária dos centros, segundo uma análise da agência de notícias Reuters. Essa taxa mais do que dobrou desde que Trump voltou ao cargo, chegando a cerca de uma morte para cada 1.630 pessoas, com base em dados preliminares até o início de junho.

Os números analisados pela Reuters foram obtidos com um pedido de acesso a registros públicos e processados pelo "Vera Institute of Justice", uma organização sem fins lucrativos que defende a redução das taxas de encarceramento.