A disputa presidencial rasteja em um verdadeiro Saara tropical.

Em entrevista a Pedro Doria, do Canal Meio, questionado qual político lhe servia de inspiração, o ex-governador Ratinho Jr, então pré-candidato à Presidência, citou ninguém menos que dom Pedro 2º (!).

Ronaldo Caiado, pretendente ao Palácio do Planalto pelo PSD, embora sua carreira política remonte aos anos 1980, com passagens pelas duas Casas do Congresso, só consegue falar de Goiás, que governou por dois mandatos.

O mineiro Romeu Zema, talvez por não se dar propriamente bem com o idioma, até agora foi incapaz de articular qualquer proposta que justifique sua ambição presidencial.

Tampouco é possível encontrar alguma pista do que pretende Flávio Bolsonaro, hoje o principal adversário do presidente Lula no campo das direitas. Dele, até recentemente, sabia-se apenas que, se eleito, livrará o pai da cadeia e se alinhará incondicionalmente aos EUA de Donald Trump. Agora fomos informados de sua opinião positiva sobre o Bolsa Família, que considera um "direito adquirido" que promete respeitar e ampliar —mais ou menos o equivalente a se proclamar corajoso defensor do salário mínimo: não propriamente uma promessa inovadora, para dizer... o mínimo.