Estudo da FGV usou dados do IBGE para medir a expansão da economia regional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Globo 100 anos - EC Brasília (BSB) ESPECIAL / AGRO SEGURA O PIB E FAZ REVOLUÇÃO NO INTERIOR DO PAÍS, na foto Ana Paula Franciosi na Fazenda Dois Irmãos — Foto: Pablo Jacob / Agencia O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 18:44 Centro-Oeste Lidera Crescimento do PIB no Brasil com Avanço da Agropecuária O Centro-Oeste se destacou como a região com maior crescimento do PIB no Brasil desde 2002, impulsionado pela agropecuária, segundo estudo da FGV Ibre baseado em dados do IBGE. Entre 2002 e 2023, a economia cresceu 3,4% ao ano, acima da média nacional de 2,2%. Mato Grosso liderou o setor agropecuário, representando 17% do PIB regional. Projeções indicam desafios futuros devido ao fenômeno El Niño. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Centro-Oeste foi a região que registrou maior crescimento de Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil neste século, segundo estudo da FGV Ibre elaborado com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2002 e 2023, a economia da região cresceu 3,4% ao ano, enquanto a média nacional foi de 2,2%. O estudo usou os dados anuais do Sistema de Contas Regionais do IBGE (SCR) para o período 2002 e 2023. Os dados de 2024 em diante ainda não estão disponíveis. A agropecuária foi o grande motor deste crescimento. Goiás, que era o maior estado gerador de valor adicionado agropecuário na região, perdeu o posto para o Mato Grosso, que atualmente é responsável por cerca de metade do valor adicionado da agropecuária do Centro-Oeste. Em 2023, a agropecuária representou 17% do PIB do Centro-Oeste, um crescimento em relação aos 12% registrados 20 anos antes. Dessa forma, segundo o estudo, cerca de 19% do valor adicionado da agropecuária nacional entre 2002 e 2023 foi gerado no Centro-Oeste. A economia da região se desconcentrou ao longo do tempo com este fenômeno. Em 2023, o Distrito Federal permaneceu sendo a UF com maior geração de PIB na região (32%), apesar de ter perdido 11 pontos percentuais da participação que detinha em 2002 (42%). Goiás manteve participação relativamente estável, em torno de 30% no período. Já Mato Grosso do Sul e, mais notadamente, Mato Grosso, ampliaram suas participações no PIB regional, principalmente o primeiro, que aumentou em 8,6 pontos percentuais. — A evolução do Mato Grosso é algo que eu eu considero digno de nota, porque foi o estado que mais cresceu no período em termos de PIB, mas a gente vê que em toda a região tem esse crescimento disseminado — destaca Juliana Trece, coordenadora Coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre. O estudo também elaborou foram elaboradas estimativas, com base em estatísticas conjunturais já disponíveis para 2024, 2025 e 2026. Em 2024 foi percebida uma retração do crescimento da região por um baixo desempenho da agropecuária no ano. O desempenho do setor foi retomado em 2025 com boas safras da produção de soja e milho, que são muito fortes na região. No 1º trimestre de 2026, estima-se que o PIB do Centro-Oeste tenha crescido 1,5%, abaixo dos 1,8% do Brasil divulgados pelo IBGE. A pesquisadora Juliana Trece destaca que a previsão do El Niño para o segundo semestre deve ser um ponto de atenção para a economia regional no resto do ano, O fenômeno aquece as águas do Pacífico e acirra fenômenos climáticos que impactam as safras. — O lado positivo é que as produções da região são muito concentradas em soja e milho, e principalmente a soja é uma colheita muito de início de ano, de primeiro semestre, e o El Niño deve afetar mais o segundo semestre — diz.