PUBLICIDADE Presidente francês, que se reuniu com executivos de tecnologia e do G7, descreveu a diretriz do governo americano como uma abordagem 'estritamente nacionalista' para supervisionar modelos de IA de última geração 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da França, Emmanuel Macron, — Foto: Ludovic MARIN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 19:08 Macron Critica Restrição dos EUA ao Acesso de IA e Propõe Parceria Global O presidente francês Emmanuel Macron criticou a diretriz dos EUA que proíbe o acesso estrangeiro a modelos de IA da Anthropic, classificando-a como "estritamente nacionalista". Em reunião com líderes do G7 e executivos de tecnologia, incluindo Dario Amodei da Anthropic e Sam Altman da OpenAI, Macron buscou alternativas para disponibilizar essas tecnologias de forma segura e cooperativa. A discussão foca em criar um sistema de "parceiros confiáveis" para garantir o acesso sem comprometer a segurança nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente francês, Emmanuel Macron, liderou discussões com líderes do G7 e executivos de tecnologia para explorar formas de disponibilizar os modelos de inteligência artificial mais avançados por meio dos chamados “parceiros confiáveis”, depois que os Estados Unidos bloquearam o acesso de estrangeiros à tecnologia. Macron, que se reuniu nesta quarta-feira em Évian-les-Bains com executivos do setor de tecnologia, incluindo Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, pretendia defender o acesso europeu aos modelos de IA de ponta, segundo um diplomata familiarizado com suas intenções. O líder francês discutiu opções com Amodei e planejou reuniões bilaterais com executivos da Meta e da OpenAI. Na semana passada, os Estados Unidos ordenaram que a Anthropic não disponibilizasse seus modelos de IA Fable 5 e Mythos 5 a cidadãos estrangeiros em qualquer lugar do mundo sem uma licença do Departamento de Comércio, citando preocupações com a segurança nacional. Desde então, a Anthropic desativou todo o acesso aos dois modelos. Após as reuniões, Macron descreveu a diretriz do governo americano como uma abordagem “estritamente nacionalista” para supervisionar modelos de IA de última geração. — Precisamos conseguir regulamentá-los de forma mais eficaz para evitar que caiam nas mãos dos regimes autoritários atuais, que poderia ameaçar nossa cibersegurança — afirmou. —Mas, para alcançar isso, a resposta não pode ser a falta de cooperação entre os países. Em suas intervenções, Amodei e Altman defenderam, de forma geral, que os países trabalhem juntos em iniciativas de segurança para IA e garantam que o mundo possa acessar e se beneficiar dos modelos mais avançados. — A questão diante de nós agora, e especialmente diante de todos vocês, é como podemos introduzir essa tecnologia no mundo de uma forma que beneficie a todos — disse Altman. — Como podemos equilibrar a necessidade muito real de segurança com o desejo do mundo de usar e se beneficiar dessa tecnologia de maneira democrática e aberta.” Porta-vozes da presidência francesa e da Anthropic se recusaram a comentar quando questionados sobre o encontro. — Espero muito que tenhamos uma coordenação intensa com o governo americano, porque o potencial dessas novas tecnologias deveria estar disponível para todos os países — disse o chanceler alemão Friedrich Merz a jornalistas nesta quarta-feira, antes da reunião. A ordem dos EUA para limitar o acesso de estrangeiros aos modelos de IA mais recentes gerou preocupação na Europa, que está cada vez mais inquieta com sua dependência de empresas e infraestruturas tecnológicas americanas. Um movimento crescente no continente defende o desenvolvimento de capacidades tecnológicas soberanas. Os novos modelos da Anthropic são ferramentas poderosas para identificar vulnerabilidades de cibersegurança, e o acesso a eles é altamente desejado por governos e empresas que buscam reforçar suas defesas. Embora o governo Trump não tenha comentado os motivos do bloqueio ao acesso estrangeiro, a Anthropic afirmou acreditar que a ordem foi emitida após a descoberta de que era possível fazer um “jailbreak” — ou seja, contornar os mecanismos de proteção — do modelo Fable 5. As discussões no G7 vão considerar uma proposta para criar um sistema pelo qual parceiros confiáveis, previamente avaliados pelas autoridades para garantir que não representem riscos à segurança nacional, possam obter acesso a tecnologias avançadas de IA, disse o diplomata, que falou sob condição de anonimato. Segundo ele, em um sistema desse tipo, autoridades nacionais de cibersegurança e ciberdefesa poderiam desempenhar um papel na validação das implementações da tecnologia — uma capacidade que a União Europeia atualmente não possui. Macron afirmou que está trabalhando para construir “uma plataforma” que permita às democracias “definir conjuntamente padrões comuns” e também “compartilhar informações sobre cibersegurança e seus impactos”. Outros participantes do encontro tecnológico incluíram Arthur Mensch, da Mistral AI; Demis Hassabis, da Google DeepMind; e Marc Benioff, da Salesforce. Alguns dos executivos de tecnologia e representantes governamentais presentes também aproveitaram suas falas para destacar o ritmo acelerado de avanço das capacidades da IA e suas implicações mais amplas para a sociedade. Anteriormente, a Anthropic havia defendido a criação de um sistema no qual governos e desenvolvedores de IA decidiriam coletivamente quando desacelerar o desenvolvimento da tecnologia para evitar os riscos que ela pode representar.
Macron busca alternativa à proibição de Trump sobre modelos de IA da Anthropic
Presidente francês, que se reuniu com executivos de tecnologia e do G7, descreveu a diretriz do governo americano como uma abordagem 'estritamente nacionalista' para supervisionar modelos de IA de última geração
















