Conversa informal foi flagrada pela transmissão do evento, que acontece na França 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 11:29 Em cúpula do G7, Lula nega ser de esquerda e elogia urnas eletrônicas brasileiras Durante a cúpula do G7 na França, o presidente Lula afirmou à diretora do FMI, Kristalina Georgieva, que "nunca foi de esquerda", embora tenha boas relações com sindicatos. O diálogo foi transmitido ao vivo e Lula destacou que o mundo é "do caminho do meio". Ele também elogiou o sistema de urnas eletrônicas do Brasil, sugerindo que poderia servir de modelo para outros países. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em uma conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com autoridades durante a cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "nunca foi de esquerda". A declaração foi feita em resposta à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que participava de um bate-papo informal com o brasileiro e chanceler alemão, Friedrich Merz, antes de uma reunião. O diálogo foi flagrado pela transmissão do evento. Durante a conversa, Lula falava sobre as mudanças no cenário político internacional. Ao comentar o tema, afirmou que "o mundo não é de esquerda" e defendeu que a maior parte dos governos se posiciona em um campo intermediário. Na ocasião, Georgieva comentou que, quando Lula foi eleito pela primeira vez, todos esparavam que ele fosse um esquerdista, mas ele não foi. Lula então disse que tinha uma boa relação com sindicatos, mas nunca foi de esquerda. — O mundo não é de esquerda, o mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade. Eu nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a UGT da Espanha — disse o presidente. Na sequência, Lula relatou um episódio do início de sua trajetória política. Segundo ele, em 1980 foi convidado para participar de um congresso na então União Soviética, mas não viajou ao país. A partir daí, passou a ser tratado como "anticomunista". — Eu nunca fui. Em 1980 tinha um congresso na Rússia que eu fui convidado, eu não fui à Rússia porque fui condenado pela Lei de Segurança Nacional. Eu fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade e aí passei a ser tratado como anticomunista — afirmou. Antes do comentário sobre seu posicionamento político, Lula também falava sobre o sistema eleitoral brasileiro e elogiou o modelo de urnas eletrônicas adotado no país. O presidente citou a logística para levar equipamentos a regiões remotas e defendeu que a experiência brasileira poderia virar referência para outras nações. — Não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos países — disse.