A namorada de Oliver Tree, Fiona Chernavskaya, se manifestou pela primeira vez desde a morte do cantor americano em um acidente de helicóptero no Brasil. Em publicação nas redes sociais na manhã desta quarta-feira, ela pediu respeito ao momento de luto e rebateu comentários sobre “qualquer outra mulher com quem Oliver pudesse estar se envolvendo”. Fiona afirmou que a última coisa de que precisa neste momento são fofocas sobre a vida amorosa do artista. Segundo ela, os dois viviam uma relação monogâmica e mantinham o relacionamento “muito íntimo”. Ela também agradeceu as mensagens de carinho e apoio recebidas desde a tragédia e pediu que o público demonstrasse solidariedade às outras pessoas afetadas pelo acidente. “neste momento estou de luto pelo meu parceiro e melhor amigo, qualquer outra coisa não importa. por favor, tenham um pouco de respeito”, escreveu. Em outra publicação, feita em formato de carrossel no Instagram, ela homenageou Oliver e relembrou uma frase que, segundo ela, era dita pelo cantor durante discussões entre os dois: “Você sempre me dizia, quando discutíamos, que, se as coisas não dessem certo nesta vida, você me encontraria na próxima.” A manifestação de Fiona ocorreu em meio a comentários de internautas sobre a vida amorosa de Oliver. Em uma das principais respostas à publicação, um usuário escreveu: “Meu Deus, quantas namoradas ele tinha”. A fala parece ter motivado o pedido de respeito feito por Fiona. Ex-namorada de Oliver, a cantora Melanie Martinez havia reagido mais rapidamente à notícia do acidente. Quando os primeiros relatos sobre a queda vieram à tona, ela publicou estar “absolutamente destruída”. Oliver Tree e Melanie Martinez namoraram entre 2019 e 2021 — Foto: Reprodução/Instagram Oliver Tree morreu no último domingo, junto com outras cinco pessoas, após a colisão de dois helicópteros no céu do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves caíram na Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. Não houve sobreviventes. Como foi o acidente? Entre as vítimas estavam, além de Oliver, o produtor argentino Lucas Vignale, o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota, e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Acidente entre os helicópteros deixou seis mortos no Recreio — Foto: Andre Mello O helicóptero Bell 206B Jet Ranger, de prefixo PP-MAC, decolou do Aeroporto de Jacarepaguá, também na Zona Sudoeste do Rio, às 8h51. O destino era o Heliponto Piratas Mall, em Angra dos Reis, na Costa Verde. A aeronave tinha capacidade para um piloto e cinco passageiros, mas viajava com um assento vago. A bordo estavam o piloto Alexandre Souza, Oliver Tree, que estava no Rio durante uma pausa em sua turnê internacional, o cineasta argentino Lucas Vignale, Gaspar Prim Díaz e Lucas Frota. A outra aeronave envolvida no acidente era um Eurocopter AS350 B2, atualmente designado como Airbus H125 e popularmente conhecido como Esquilo, de matrícula PR-DJJ. Fabricado em 2012, o helicóptero tinha capacidade para até cinco pessoas. Ele havia deixado um passageiro no Aeroporto Santos Dumont, no Centro, às 8h46, e seguia para o Helicentro Guaratiba, na Zona Oeste. No Esquilo, estava apenas o piloto Charles Marsillac. Ele mantinha uma longa ligação com a música e se apresentava nas redes sociais como “piloto de helicópteros” e compositor. Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os dois helicópteros estavam em situação normal de aeronavegabilidade. Os pilotos também eram experientes. Bombeiros atuam no local da queda de um dos helicópteros envolvidos na colisão em pleno voo no Recreio; investigação do Cenipa apurará as causas do acidente. — Foto: Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Pouco antes das 9h, as aeronaves se chocaram no ar e caíram na Avenida das Américas. Após a colisão, o helicóptero Esquilo PR-DJJ caiu em um estacionamento de uma concessionária de carros elétricos BYD, provocando um incêndio e a destruição de 13 veículos. As chamas se espalharam rapidamente pelas baterias dos automóveis estacionados no local, causando detonações secundárias e uma densa nuvem de fumaça preta, visível a quilômetros de distância. A outra aeronave caiu a mais de cem metros, sobre dois carros no mesmo estacionamento, e não explodiu. A violência do choque espalhou pedaços das fuselagens por um raio superior a 100 metros. A seção da cauda de uma das aeronaves, por exemplo, foi arremessada até o terraço de um edifício residencial vizinho. O Corpo de Bombeiros foi acionado minutos após a colisão. O incêndio no helicóptero que levava passageiros foi combatido por 45 militares e 15 viaturas da corporação. O local foi isolado, e a Polícia Civil realizou perícia na área da tragédia. Durante o trabalho pericial, foram encontradas câmeras fotográficas e filmadoras entre os pertences dos passageiros. Os equipamentos provavelmente pertenciam a Oliver Tree e aos amigos que o acompanhavam na viagem. Laudo aponta veneno no organismo de menino de 11 anos e broncopneumonia como causa da morte Investigadores do Cenipa fizeram a ação inicial da ocorrência, coletaram e confirmaram dados, preservaram elementos, verificaram os danos causados às aeronaves e pelas aeronaves, além de levantar outras informações necessárias à investigação. O órgão segue conduzindo a apuração. A Polícia Civil do Rio também abriu um inquérito para apurar a responsabilidade pela colisão e analisar se houve falha humana ou técnica. Segundo o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio), entre as possibilidades que serão investigadas estão negligência ou imprudência. Luxardo informou ainda que requisitou à Torre de Controle do Aeroporto de Jacarepaguá os planos de voo dos dois helicópteros. O objetivo é saber se as aeronaves utilizavam o mesmo corredor aéreo ou se algum dos pilotos invadiu uma rota em um ponto que estava fora do planejamento inicial.