O historiador italiano Carlo Ginzburg, pioneiro no estudo da micro-história e da cultura popular, morreu aos 87 anos, informou sua filha nesta quarta-feira (17). "Adeus, pai", escreveu Lisa Ginzburg, autora e filósofa, em um post no Instagram acompanhado por uma foto dela com o pai.

A "micro-história" é um tipo de pesquisa histórica baseada em investigações em pequena escala e tem como objetivo apresentar uma contraposição aos grandes modelos explicativos da história, como o marxismo.

Ginzburg, um intelectual de esquerda, escreveu sobre vários temas, dos julgamentos por bruxaria e crenças em magia na Itália renascentista até a história intelectual da Europa.

Ele foi professor na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na Universidade da Califórnia, a UCLA.

Ao lado de outros intelectuais, ele defendeu o jornalista de extrema esquerda Adriano Sofri, condenado pelo assassinato, em 1972, de um delegado de polícia.