Equipe comandada por Jesse Marsch utiliza programa criado com apoio de especialistas ligados a Harvard para aprimorar tempo de reação e velocidade de raciocínio dos jogadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Canadá está usando realidade virtual para obter vantagem na Copa do Mundo — Foto: Reprodução/The Athletic RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 08:53 Tecnologia Avançada Impulsiona Time Canadense para Copa 2026 A seleção do Canadá, liderada por Jesse Marsch, utiliza realidade virtual e inteligência artificial para aprimorar a velocidade de decisão dos jogadores em campo. Desenvolvido pela REACT Neuro com apoio de Harvard, o sistema desafia habilidades cognitivas e motoras, integrando-se aos treinos desde 2025. A tecnologia visa preparar a equipe para a Copa do Mundo em casa, com resultados já visíveis nos jogos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em uma Copa do Mundo marcada por avanços tecnológicos dentro e fora dos gramados, o Canadá aposta em uma ferramenta pouco convencional para tentar alcançar um feito inédito. A seleção comandada por Jesse Marsch utiliza um sistema de realidade virtual baseado em inteligência artificial para treinar o cérebro dos jogadores e acelerar suas tomadas de decisão durante as partidas. A tecnologia, desenvolvida pela empresa canadense REACT Neuro, passou a integrar a rotina da equipe em 2025, quando ficou claro que toda a preparação do ciclo tinha um único objetivo: chegar competitiva à Copa do Mundo disputada em casa. A proposta é simples na teoria, mas complexa na prática. Utilizando óculos de realidade virtual e controles manuais, os jogadores precisam identificar rapidamente padrões, cores, formas e movimentos que surgem diante de seus olhos. Conforme o exercício avança, o tempo de reação exigido diminui e a dificuldade aumenta. O objetivo é estimular simultaneamente velocidade de processamento mental, coordenação motora, visão periférica e capacidade de tomada de decisão sob pressão — exatamente os pilares do modelo de jogo implantado por Marsch. O treinador acredita que o futebol moderno exige respostas cada vez mais rápidas dos atletas. — A primeira coisa que estamos incentivando os jogadores a fazer quando acordam é isso. O programa desafia as habilidades cognitivas e a interação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro — explicou. A ideia surgiu quando Rajan Pillay, fundador da REACT Neuro, observou a forma agressiva e acelerada como o Canadá passou a jogar sob o comando de Marsch. Convencido de que sua tecnologia poderia ajudar, procurou a federação e iniciou uma parceria que rapidamente ganhou espaço dentro da seleção. Segundo Pillay, a base científica do programa nasceu de pesquisas conduzidas ao lado de especialistas ligados à Universidade de Harvard, inicialmente voltadas para estudos sobre doenças neurodegenerativas. — Estamos treinando o cérebro, a precisão e o tempo de reação. O cérebro também pode ser treinado para melhorar o desempenho — afirmou. A recepção inicial dos atletas foi de desconfiança. Muitos associaram os equipamentos aos tradicionais videogames de realidade virtual e não entenderam de imediato como aquilo poderia ajudá-los dentro de campo. Mas tudo mudou quando surgiram as pontuações. O sistema registra o desempenho de cada jogador e cria rankings internos. Em pouco tempo, a competição entre companheiros se tornou parte da rotina dos treinamentos. — Qual foi a sua pontuação? Eu consigo fazer melhor — passaram a dizer os atletas uns aos outros, segundo relatos da comissão técnica. Os resultados já começaram a aparecer. Um dos exemplos mais citados pela equipe aconteceu em um amistoso contra a Tunísia. Durante um contra-ataque adversário, o atacante canadense Liam Millar percorreu praticamente todo o campo para interceptar uma jogada que terminaria em gol. O próprio jogador atribui parte da reação ao treinamento virtual. — Você aprende a olhar por cima do ombro, usar a visão periférica e processar informações rapidamente. Acho que o programa realmente ajuda nesses momentos em que tudo acontece em uma fração de segundo — explicou. O Canadá não está sozinho na busca por vantagens competitivas pouco convencionais. A Inglaterra, por exemplo, chegou à Copa utilizando calçados especiais desenvolvidos para ajudar jogadores a controlar estresse e aumentar a concentração. Mas poucos projetos são tão ambiciosos quanto o canadense. A aposta não é apenas melhorar o físico ou a técnica, mas treinar diretamente aquilo que acontece antes de qualquer movimento: o cérebro.
Óculos, inteligência artificial e reflexos: Seleção do Canadá usa realidade virtual para acelerar tomadas de decisão em campo
Equipe comandada por Jesse Marsch utiliza programa criado com apoio de especialistas ligados a Harvard para aprimorar tempo de reação e velocidade de raciocínio dos jogadores











