Poucos minutos após um ataque a uma escola cheia de crianças no primeiro dia da guerra contra o Irã, autoridades do Pentágono sabiam que as Forças Armadas dos Estados Unidos eram responsáveis pela destruição total do local. Mas achavam que haviam atingido uma base iraniana.

Poucos dias depois do ataque, após uma enxurrada de reportagens contendo imagens de satélite, vídeos e relatos em primeira pessoa do episódio, autoridades americanas reconheceram em particular o que vinha ficando cada vez mais evidente: que as Forças Armadas dos EUA haviam cometido um erro trágico e atingido uma escola.

E, duas semanas após o ataque, a primeira parte de uma investigação preliminar sobre o ocorrido foi concluída: autoridades militares concluíram que o ataque com mísseis Tomahawk de 28 de fevereiro contra a escola foi resultado de um erro de mira causado por dados desatualizados.

O bombardeio matou pelo menos 175 pessoas, a maioria delas crianças, segundo autoridades iranianas.

No entanto, mais de 100 dias após o ataque, autoridades americanas ainda não reconheceram publicamente a responsabilidade pelas mortes, entre os milhares de civis mortos na região antes que um cessar-fogo provisório fosse alcançado neste fim de semana.