Inteligência artificial generativa lançada há pouco mais de um ano se alinha a tema de Prêmio Jovem Cientista deste ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Castelo Mourisco, sede da Fiocruz no Rio — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 16:04 Fiocruz Lança IA Rebec@ para Otimizar Pesquisas Clínicas no Brasil A Fiocruz lançou a Rebec@, uma IA generativa que otimiza o registro de pesquisas clínicas no Brasil. Integrada ao ReBEC, a ferramenta agiliza processos burocráticos, permitindo foco em análises complexas. Este avanço, alinhado ao tema "Inteligência Artificial para o Bem Comum" do Prêmio Jovem Cientista, destaca a IA na saúde, reforçando diagnósticos e monitoramento epidemiológico. Contudo, a transparência e explicabilidade dos algoritmos permanecem desafios cruciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com uma edição dedicada ao tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, o Prêmio Jovem Cientista deste ano joga luz sobre uma tecnologia que já começa a transformar áreas estratégicas no Brasil, especialmente a saúde. Um dos exemplos mais recentes vem da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que há pouco mais de um ano lançou a Rebec@, uma inteligência artificial generativa criada para apoiar estudiosos no registro de pesquisas clínicas. Integrada à plataforma do Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC), a ferramenta orienta usuários sobre os documentos e informações necessários para cadastrar estudos realizados com seres humanos. Segundo o coordenador do ReBEC, o professor e doutor em Saúde Pública Josué Laguardia, a ferramenta foi desenvolvida para agilizar etapas burocráticas e permitir que pesquisadores e revisores se concentrem em análises mais complexas. — A Rebec@ foi construída a partir de uma base de conhecimento sobre o que é o registro de estudos clínicos. Hoje, já pensamos em ampliar esse escopo, com a possibilidade de o chatbot realizar uma primeira análise dos projetos, apontando eventuais inconsistências na documentação — diz. A ideia, segundo ele, é que a IA funcione como uma triagem inicial automatizada, enquanto a avaliação final continue sendo feita por revisores humanos. Multiúso O uso da inteligência artificial na saúde aparece como uma das áreas estratégicas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Entre as aplicações previstas estão a melhoria de diagnósticos, a otimização de recursos hospitalares, a personalização de tratamentos e o monitoramento epidemiológico. Pesquisadora da Fiocruz e doutora em Informação e Comunicação, Simone Oliveira afirma que a IA já vem demonstrando resultados especialmente no diagnóstico por imagem, embora ainda existam desafios relacionados à qualidade e à diversidade dos dados utilizados nos sistemas. — A IA tem melhorado a precisão no diagnóstico por imagem, mas sua implementação ainda enfrenta desafios, como a dependência de grandes volumes de dados e a necessidade de avaliar se, e como, a diversidade está representada, evitando vieses e desigualdades na prática clínica. Durante sua pesquisa de doutorado, Oliveira acompanhou projetos que utilizam IA para incentivar o autocuidado de pacientes com doenças crônicas, como diabetes, por meio de agentes virtuais que interagem diretamente com os usuários. Outro campo em expansão é o uso da tecnologia para prever surtos de doenças. A partir da análise de grandes volumes de dados, sistemas de IA conseguem identificar padrões e alertar autoridades de saúde sobre possíveis aumentos de transmissão antes que eles se agravem. — Também tem ganhado destaque o uso da IA para ajudar autoridades de saúde a identificar antecipadamente possíveis surtos, permitindo ações preventivas antes que a transmissão se intensifique — diz Oliveira. ‘explicabilidade’ O debate sobre a chamada “explicabilidade da IA” — ou seja, a capacidade de compreender como as decisões foram tomadas pelos algoritmos — é um ponto de atenção apontado por especialistas e pelo Prêmio Jovem Cientista, que também apoia pesquisas com esse viés analítico. — A transparência é fundamental para a construção da confiança, especialmente na saúde. As decisões são pautadas pelas evidências científicas? Como o banco de dados foi criado? Utilizar sistemas de IA treinados em populações com características distintas pode levar a erros — argumenta o professor Laguardia. Promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Prêmio Jovem Cientista conta com patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. As inscrições estão abertas até 14 de agosto, pelo site jovemcientista.cnpq.br. Podem participar estudantes do ensino médio, ensino superior, mestrado e doutorado de todas as áreas do conhecimento. Os vencedores recebem laptops, bolsas de pesquisa do CNPq e prêmios em dinheiro que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil.