0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carro é abastecido em posto no centro do Rio — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo/ 13/01/2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 19:44 Instabilidade no Oriente Médio pode atrasar fim de subsídios a combustíveis no Brasil Os subsídios aos combustíveis no Brasil, instituídos devido à guerra no Oriente Médio, devem ser retirados na primeira oportunidade, segundo o ministro José Guimarães. Contudo, a instabilidade persistente na região, especialmente no Estreito de Ormuz, pode atrasar essa retirada. A continuidade das conversas entre EUA e Irã e o impacto econômico global são fatores que complicam uma suspensão imediata, apesar do Brasil liderar discussões sobre a redução de combustíveis fósseis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os subsídios aos combustíveis concedidos pelo governo federal no contexto da guerra no Oriente Médio devem ser retirados na primeira oportunidade, como já sinalizou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. O problema é que o conflito entre Estados Unidos e Irã não será encerrado imediatamente com um eventual acordo entre os dois países. Até porque o documento, até onde se sabe, prevê apenas a manutenção das conversas por mais 60 dias, período em que se buscará um entendimento mais duradouro para a região. Mesmo que se esteja caminhando para o fim da guerra, os problemas criados pelo conflito não desaparecerão de repente. A proposta do governo sempre foi de um subsídio temporário, destinado a atravessar apenas o período mais crítico. Num primeiro momento, o prazo estabelecido foi 31 de maio, mas, diante da escalada do conflito, foi estendido até 31 de julho, com previsão de revisões bimestrais. Fora de um contexto de crise, não faz sentido que um país com dificuldades fiscais e comprometido com a redução das emissões subsidie combustíveis fósseis. Não podemos esquecer que o Brasil está na liderança da discussão global sobre a construção de um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis. Há, portanto, uma dupla contradição nesses programas de subvenção. Mas não está claro se o que o ministro defende é factível de ser implementado de imediato. A guerra não acabou. Hoje pela manhã, reportagem do Financial Times mostrou que diversas empresas de navegação e transporte de cargas ouvidas pelo jornal britânico ainda não se sentem seguras para retomar o trânsito pelo Estreito de Ormuz. O bloqueio da rota pelo Irã foi o principal fator por trás do salto nos preços do petróleo no mercado internacional. A perspectiva de reabertura já levou as cotações de volta à faixa de US$ 80 por barril, depois de terem superado os US$ 100. Mas para retornarem à navegação no estreito, as empresas querem ter a certeza de que haverá condições seguras, a começar pelo fato de que todas as minas tenham sido removidas e de que o risco de novos incidentes foi eliminado. Trata-se de um processo que tende a ser mais demorado. Há muita desinformação sobre esse conflito no Golfo Pérsico. Mas é fato que seus efeitos devem permanecer por algum tempo, mesmo no cenário mais otimista, em que um acordo seja firmado e o Estreito de Ormuz volte a operar normalmente. Até porque, houve bombardeios a grandes refinarias na região, e ainda não se sabe em que condições ficaram as estruturas atingidas, se já foram recuperadas e qual o impacto disso sobre a produção. Antes do conflito, a pretensão da Opep, que reúne boa parte dos maiores produtores de petróleo do mundo, era aumentar a oferta. Hoje, não se sabe mais se essa meta continua viável. O petróleo é o efeito mais visível da guerra, mas fertilizantes, gás natural, cadeia produtiva de semicondutores e fretes também foram afetados, com reflexos sobre a economia global. Não significa que o governo deva esperar que todos esses impactos sejam superados para encerrar os subsídios. Mas a suspensão talvez não possa ser tão imediata quanto sugeriu o ministro.
Subsídios aos combustíveis devem ser suspensos, mas não de imediato devido à incerteza no Oriente Médio
Subsídios aos combustíveis devem ser suspensos, mas não de imediato devido à incerteza no Oriente Médio







