País deve enfrentar, em julho, o pagamento de cerca de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,88 bilhões) em dívidas em mãos de credores privados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Banco Mundial em washington — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 18:52 Banco Mundial aprova empréstimo de US$ 2 bilhões para Argentina enfrentar dívidas O Banco Mundial aprovou um pacote de empréstimos de US$ 2 bilhões para ajudar a Argentina a enfrentar suas dívidas, com vencimento de US$ 4,3 bilhões em julho. As garantias cobrirão 95% dos pagamentos da dívida, reduzindo custos de financiamento e fortalecendo a gestão pública. Este apoio é parte de uma estratégia para reintegrar o país aos mercados internacionais, favorecendo reformas econômicas e investimento privado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco Mundial (BM) anunciou nesta terça-feira um pacote de empréstimos com garantias de US$ 2 bilhões (R$ 10,18 bilhões) para ajudar a Argentina a enfrentar suas dívidas. O aval combina dois programas de instituições do grupo BM: um baseado no desempenho macroeconômico do país, concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), e o outro é uma garantia concedida pela Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga). "Em conjunto, as garantias cobrirão 95% dos pagamentos do serviço da dívida do empréstimo comercial, o que permitirá à Argentina reduzir seus custos de financiamento e fortalecer a gestão da dívida pública", explicou o BM em comunicado. A Argentina deve enfrentar, em julho, o pagamento de cerca de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,88 bilhões) em dívidas em mãos de credores privados. "Essa estrutura inovadora de garantias contribui para facilitar o retorno do país aos mercados internacionais de capitais (...) ao mesmo tempo que respalda reformas que impulsionam o investimento privado, a produtividade e a resiliência de longo prazo", afirmou Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do BM para a América Latina e o Caribe, citada no texto. O Banco Mundial abriu em 2024 uma plataforma de garantias para os membros da instituição, que podem, assim, recorrer aos mercados internacionais de dívida com o respaldo do banco. A agenda drástica de reformas ultraliberais do governo de Javier Milei recebeu a aprovação dos mercados e permitiu o retorno da Argentina ao financiamento privado estrangeiro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O programa de ajuste de Milei gerou dois anos de superávit fiscal, e as agências de classificação de risco S&P e Fitch elevaram a nota da dívida soberana argentina.