País voltou a receber financiamentos de organismos multilaterais após a mudança para o governo pró-mercado do presidente Javier Milei O presidente da Argentina , Javier Milei, reage durante a cerimônia de entrega do sabre curvo que pertenceu ao líder da independência argentina , General José de San Martín, ao regimento San Lorenzo, em San Lorenzo, Santa Fé, Argentina, em 7 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Francisco Loureiro/Foto de Arquivo O Banco Mundial aprovou nesta terça-feira (15) um pacote de empréstimos comerciais de US$ 2 bilhões para a Argentina, com o objetivo de ajudar o país a reduzir seus custos de financiamento e fortalecer a gestão da dívida pública, informou a instituição em comunicado. O plano combina dois empréstimos. O primeiro consiste em uma garantia baseada em políticas públicas fornecida pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). O segundo é um empréstimo da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), informou o Banco Mundial. O empréstimo comercial terá prazo de seis anos, com três anos de carência. Com a mudança de governo para o presidente pró-mercado Javier Milei, a Argentina voltou a receber financiamento de organismos multilaterais. Após manifestar apoio às políticas econômicas implementadas por Milei, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, autorizou um novo acordo de financiamento de US$ 20 bilhões com a Argentina, dos quais US$ 12 bilhões foram liberados em abril do ano passado. O desembolso ocorre apesar de o país ainda não ter quitado qualquer parte do empréstimo de US$ 45 bilhões recebido em 2018, na gestão do então presidente Mauricio Macri, posteriormente convertido em um programa do tipo Fundo de Facilidade Estendida em 2022 sob a condução de Martín Guzmán.