Uma ação integrada de combate ao tráfico de pessoas resgatou 22 mulheres submetidas a condições análogas à escravidão em estabelecimentos de exploração sexual em cidades da Paraíba e de Pernambuco.
A operação Donos da Noite, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, identificou indícios de tráfico de pessoas, servidão por dívida, jornada exaustiva, trabalho forçado e condições degradantes de trabalho.
Os estabelecimentos que foram alvo da operação são vinculados a uma mesma empresa, cujo nome não foi divulgado, bem como o nome de seus advogados.
As investigações apontaram que os estabelecimentos nas cidades de Goiana (PE), Nova Cruz (RN), Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande (PB) eram administrados por uma empresária e membros da família dela, que eram responsáveis pelo controle das trabalhadoras.
Os fiscais identificaram um sistema de servidão por dívida que restringia a liberdade das trabalhadoras e as mantinha vinculadas aos estabelecimentos. As mulheres acumulavam débitos de gastos com alimentação, roupas, perfumes, procedimentos estéticos e até manutenção de mega hair.












