A economia da China apresentou um desequilíbrio crescente em maio, com as vendas no varejo caindo pela primeira vez em mais de três anos e o investimento em queda, enquanto a produção industrial ganhou ritmo.
Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (16) destacaram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do mundo, com as fábricas impulsionadas por exportações surpreendentemente resilientes, mas a demanda interna enfraquecendo em meio a uma recessão de vários anos no mercado imobiliário.As vendas no varejo, um importante indicador do consumo, caíram 0,6% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, revertendo o aumento de 0,2% registrado em abril e contra estimativa de estabilidade em pesquisa da Reuters. Foi a primeira queda mensal desde dezembro de 2022.
A fragilidade ficou evidente no setor automotivo. A desaceleração nas vendas domésticas de automóveis se estendeu pelo oitavo mês consecutivo em maio, ressaltando o enfraquecimento da demanda no maior mercado automotivo do mundo, onde a pressão provavelmente persistirá pelo resto do ano.
Os gastos dos viajantes durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho em maio foram moderados, e o impacto do programa governamental de troca de bens de consumo está diminuindo. Uma base elevada em relação a maio do ano passado também contribuiu para o declínio.Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, afirmou que os dados fracos das vendas no varejo pressionam o governo a considerar medidas para estabilizar o consumo. "Ainda espero que haja um ‘ajuste fino’ na política monetária em julho, após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre", avaliou.










