Presidente americano falou com a imprensa nesta terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, durante o encontro do G7 na França — Foto: Mandel Ngan/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 10:46 Trump considera sanções ao petróleo russo durante cúpula do G7 Durante a cúpula do G7 na França, Donald Trump anunciou a possibilidade de reimpor sanções ao petróleo russo, visando pressionar Moscou pela invasão da Ucrânia. Trump, que busca um acordo diplomático, enfrenta desconfiança dos aliados por sua postura pró-Rússia. Após ataque russo à Ucrânia, líderes europeus pedem mediação entre Zelensky e Putin. Trump e Zelensky discutem apoio militar dos EUA à Ucrânia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que Washington poderá em breve reimpor sanções contra o petróleo da Rússia, em um momento em que líderes ocidentais buscam aumentar a pressão sobre Moscou em resposta à invasão da Ucrânia. A declaração do presidente americano aconteceu durante a cúpula do G7, que reúne líderes das maiores economias do Ocidente e convidados em Evian, na França — que tem como um tema central o conflito em território europeu, — Em breve poderemos fazer isso, já que o petróleo está fluindo [pelo Estreito de Ormuz] — disse Trump, fazendo menção a isenção de sanções sobre a produção russa durante a instabilidade no Oriente Médio provocada pela guerra com o Irã, que irritou líderes europeus. O presidente americano retornou à Casa Branca com a promessa de encerrar o maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial rapidamente. Como mediador, porém, ficou marcado ainda nos primeiros meses de mandato por ter uma postura vista pelos próprios aliados como pró-Rússia — o que ficou ainda mais ressaltado após uma discussão com o líder ucraniano, Volodomyr Zelensky, em visita a Washington. Ele voltou a falar na necessidade de um acordo diplomático para encerrar o conflito. — A Rússia deveria fazer um acordo. A Rússia perdeu um número enorme de pessoas, assim como a Ucrânia. No mês passado, eles perderam 35 mil soldados entre os dois países. Isso é em média mensal. A média era de 25 mil pessoas, a maioria soldados, jovens, pessoas bonitas, e é uma loucura o que está acontecendo lá — disse Trump, revelando que manteve contato com o presidente russo, Vladimir Putin, no domingo. Líderes europeus reunidos na França instaram Trump a sediar negociações entre Zelensky e Putin, enquanto o presidente americano pontuou a "forte antipatia" existente entre as duas lideranças como um fator que dificulta um encontro. Comprometeu-se, porém, a fazer o que estivesse "ao alcance". As discussões acontecem um dia após a Rússia lançar um ataque aéreo massivo contra a Ucrânia, que atingiu a Catedral da Dormição em Kiev, uma ofensiva com 70 mísseis e 611 drones que matou onze pessoas e foi condenado pela Unesco como um crime contra o patrimônio histórico e cultural. Zelensky pediu que o G7 respondesse ao ataque ainda na segunda-feira. Conversas diretas O presidente ucraniano e o americano tiveram uma reunião já nesta terça-feira e devem se encontrar ao menos mais uma vez durante o evento na França — para o qual Zelensky foi convidado pelo líder francês, Emmanuel Macron, que participou do primeiro contato direto entre ambos. Embora microfones tenham captado uma conversa entre Macron e Zelensky, na qual o presidente da França afirma que teve "conversas difíceis" com o americano, o líder da Ucrânia compartilhou algumas impressões positivas sobre o diálogo com Trump. Ele afirmou que o republicano se mostrou "muito otimista" de que podem ajudar Kiev com mísseis — a Ucrânia pressiona por uma autorização para a produção local de mísseis Patriot. *Matéria em atualização