A Oncoclínicas irá discutir a possibilidade de uma recuperação extrajudicial em assembleias gerais de debenturistas no dia 6 de julho, conforme fato relevante divulgado pela empresa nesta segunda-feira (15).
As assembleias foram convocadas para deliberar sobre os termos da reestruturação da dívida da companhia e os meios de implementação dessas medidas, o que "pode incluir a aprovação e a adesão a um eventual plano de recuperação extrajudicial", diz o texto.
O comunicado acrescenta que as assembleias ocorrem no âmbito das negociações com os principais credores, "refletindo as medidas adotadas para o aprimoramento de sua estrutura de capital e para a preservação de suas atividades e operações".
A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente suas obrigações com grupos determinados de credores, sem a intermediação da Justiça.
A Oncoclínicas vive uma situação delicada e, nos últimos dois balanços financeiros, já indicou incerteza relevante sobre sua continuidade operacional. A situação, conforme documentos da própria companhia, é fruto de fatores que afetaram a liquidez corrente da rede, como as perdas com recursos depositados no Banco Master —a empresa tinha R$ 430,9 milhões em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) da instituição— e a inadimplência da Unimed-Ferj.








