Na noite de domingo (14), o eleitorado trumpista viu um homem de 37 anos, filho de mineradores de cobre do Arizona, descendente de mexicanos e alemães, quase no fim da carreira, conquistar o campeonato dos pesos-leves na luta principal do UFC. Aniversariante da noite, o presidente Donald Trump estava na primeira fila.
Justin Gaethje destronou o georgiano-espanhol Ilia Topuria na luta principal do UFC Freedom 250, no jardim sul da Casa Branca. Azarão, as casas de apostas pagavam cinco para um em quem apostasse nele.
Quem não acompanha esportes de combate viu uma pancadaria. A equipe de Topuria parou a luta antes do quinto assalto. O campeão, invicto em 17 lutas, estava com o rosto desfigurado e um olho quase fechado. Gaethje não tinha um arranhão no rosto.
Fãs de combate viram outra cena. A experiência vencer a juventude, a inteligência vencer a força bruta. Topuria era o nome mais temido do UFC —ninguém em atividade na organização tinha nocauteado campeões dominantes em duas divisões de peso com a mesma superioridade. Se fosse jogador de futebol, seria o camisa 9 titular do Real Madrid.
Gaethje tratou Topuria como o toureiro trata o touro. Irritou o adversário, que esperava derrubá-lo com um único golpe, e castigou seu rosto com golpes precisos até que o inchaço comprometesse a visão. Topuria continuou andando para frente. No fim do terceiro assalto já não era o mesmo.











