PUBLICIDADE Josh Hokit repetiu teoria conspiratória falsa sobre a ex-primeira-dama após vitória em card histórico realizado no Gramado Sul; declaração provocou reações distintas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump gesticula durante o UFC Freedom 250, realizado no Gramado Sul da Casa Branca, em Washington, em 15 de junho de 2026 — Foto: Evan Vucci / Pool / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 10:25 "Evento na Casa Branca termina em polêmica após UFC Freedom 250" O "UFC Freedom 250", evento realizado na Casa Branca para celebrar os 250 anos da independência dos EUA, terminou com polêmica após Josh Hokit, vencedor de uma luta, difamar Michelle Obama com uma teoria conspiratória. O evento, que custou US$ 60 milhões, foi marcado por extravagâncias e contou com a presença de Donald Trump e 4 mil convidados. A declaração de Hokit gerou reações mistas entre o público presente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O chamado “UFC Freedom 250”, evento promovido como parte das comemorações pelos 250 anos da independência americana — que o presidente Donald Trump chegou a chamar de “maior show da Terra” —, terminou no domingo com uma teoria conspiratória e falsa sobre Michelle Obama. Após vencer uma luta dos pesos-pesados, o americano Josh Hokit afirmou que a ex-primeira-dama “é um homem”, repetindo uma alegação difamatória que circula há anos em grupos conservadores e nas redes sociais. Hokit havia derrotado o também americano Derrick Lewis no segundo round de uma luta realizada no Gramado Sul da Casa Branca, onde foi promovido o primeiro evento esportivo profissional da história da residência presidencial. Após deixar a jaula, o atleta foi até a área próxima ao octógono onde estava Trump e lhe entregou um colar. Em seguida, concedeu uma entrevista confusa, em que alternou elogios ao presidente e referências religiosas antes de encerrar a fala com o comentário misógino sobre Michelle Obama. — Michelle Obama é um homem. Estou certo, América? — disse Hokit, provocando um meio sorriso de Trump. A declaração foi recebida com aplausos por parte do público, mas também foi vaiada por outros setores. Na lista de convidados estava uma combinação de política, tecnologia e esportes, com o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, assistindo às lutas em assentos próximos aos irmãos Winklevoss, investidores americanos, enquanto integrantes do Gabinete, dignitários estrangeiros e aliados políticos circulavam pela área. Em fevereiro, Trump publicou um vídeo conspiratório sobre as eleições que mostrava Michelle e o ex-presidente Barack Obama como macacos. Com um minuto, o vídeo promovia teorias da conspiração sobre a eleição de 2020 e incluía imagens em que os rostos dos Obama eram sobrepostos a corpos de macacos. Democratas e republicanos condenaram o post como racista, e, diante da polêmica, a Casa Branca — que inicialmente rejeitou as críticas —, removeu o conteúdo. Noite de extravagâncias O inédito evento na Casa Branca ocorreu também no dia em que Trump celebrava seu aniversário de 80 anos. Em uma cena sem precedentes, o presidente americano saiu do Salão Oval ao lado do presidente-executivo do UFC, Dana White, e seguiu para o gigantesco octógono instalado nos jardins da residência presidencial. Trump e sua esposa, Melania Trump, acompanharam todas as lutas da primeira fila. Antes das lutas, o republicano apareceu na histórica varanda Truman enquanto o hino nacional tocava e uma formação de 12 aviões militares sobrevoava a Casa Branca. Em seguida, o mandatário ocupou seu lugar diante do imponente octógono que recebeu o nome de “A Garra”, instalado sob uma estrutura de 28 metros de altura. Ao todo, mais de 4 mil convidados compareceram ao evento. Vários lutadores do UFC prestaram homenagem ao presidente após suas vitórias. Durante a luta entre o americano Sean O’Malley e o canadense Aiemann Zahabi, parte da plateia gritou frases como “O Canadá é o 51º estado”, em referência a declarações anteriores de Trump sobre o país vizinho. O’Malley venceu o combate por nocaute técnico. Todas as sete lutas do card terminaram por nocaute ou nocaute técnico, algo inédito nos 33 anos do UFC. A principal luta da noite terminou com a vitória do americano Justin Gaethje sobre Ilia Topuria, resultado considerado uma das maiores zebras da história recente da categoria dos pesos-leves. Em outro combate, o brasileiro Diego Lopes nocauteou o americano Steve García em menos de três minutos. Com um custo estimado em US$ 60 milhões (cerca de R$ 303 milhões), a Casa Branca garantiu que o UFC arcou com todas as despesas. (Com AFP)
UFC de Trump na Casa Branca termina com difamação a Michelle Obama
Josh Hokit repetiu teoria conspiratória falsa sobre a ex-primeira-dama após vitória em card histórico realizado no Gramado Sul; declaração provocou reações distintas













