O Parlamento da Hungria aprovou nesta segunda-feira (15) uma emenda constitucional que limita os mandatos dos primeiros-ministros a um máximo de oito anos, impedindo na prática o ex-premiê Viktor Orbán de ocupar o cargo novamente.

O primeiro-ministro Péter Magyar venceu Orbán —que ficou 16 anos no poder— em uma eleição em abril, obtendo uma maioria de dois terços no Parlamento, o que permite ao seu partido revogar ou alterar a legislação aprovada pelo ex-líder, incluindo a Constituição.

A nova emenda afirma que aqueles que já ocuparam o cargo de premiê por pelo menos oito anos "não podem ser eleitos primeiro-ministro". Isso se aplica aos mandatos exercidos após 2 de maio de 1990. Os líderes, com isso, serão obrigados a deixar o cargo após um total de oito anos, ou dois mandatos.

A emenda constitucional também abre caminho para a dissolução do Escritório de Proteção da Soberania, criado pelo governo Orbán, que estigmatizou figuras da oposição e jornalistas por servirem a "interesses estrangeiros".

Além disso, a emenda devolve ao Estado os direitos das chamadas fundações de gestão de ativos de interesse público. O governo de Orbán transferiu ativos estatais no valor de centenas de bilhões de florins para essas fundações.