O brasileiro não sabe para onde vai o próprio dinheiro. E o problema, segundo especialistas, não está nas contas grandes —aluguel, condomínio, água, luz–, mas no cartão de crédito e nos gastos miúdos do cotidiano: o aplicativo de transporte, a assinatura de streaming que ninguém mais usa ou um parcelamento feito há meses.

A planejadora financeira Myrian Lund trabalha com pessoas que chegam ao fim do mês sem conseguir fechar as contas e, na maioria dos casos, nem sequer sabem o motivo. Para sair da situação, o primeiro passo é mapear os gastos a partir dos extratos bancários.

O controle pode ser feito à mão ou em uma planilha, além de já existirem aplicativos que ajudam a monitorar para onde o dinheiro está indo. As ferramentas de inteligência artificial também são boas aliadas na tarefa de organizar os itens.

Apenas acompanhar as saídas nos aplicativos dos bancos não permite ver quanto está entrando e quanto está de fato saindo do orçamento. O mapeamento dos desembolsos começa por anotar aqueles que são obrigatórios e não podem deixar de ser pagos, caso das contas básicas e impostos.

Em seguida, começa a organização do que foi saindo para os pagamentos do dia a dia, como alimentação fora de casa, transporte e lazer. "O dinheiro vai embora nos pequenos itens", diz Myrian.