PUBLICIDADE Meninas do subúrbio realizam o sonho da carreira em festa realizada no sábado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jovens cariocas comemoram ingresso no Exército Brasileiro — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 12:49 Primeira Turma Feminina de Soldados do Exército se Forma no Rio Jovens cariocas celebraram a formatura da primeira turma feminina de soldados do Exército Brasileiro no Rio de Janeiro. Ana Carolina, de 19 anos e moradora de Honório Gurgel, emocionou-se ao vestir o uniforme militar, simbolizando disciplina e superação. Com dificuldades financeiras, ela adiou o sonho de estudar Direito, mas encontrou nas Forças Armadas uma nova perspectiva de vida. Inspirando outras jovens, Ana e suas colegas representam uma mudança de paradigma no Exército. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A boina verde-oliva, usada pelos oficiais do Exército Brasileiro, se tornou um elemento a mais no visual de Ana Carolina, uma jovem carioca de 19 anos. Muito mais que um acessório de cabeça, o item passou a representar a realização de um sonho, sobrevivência e disciplina para a menina de Honório Gurgel, Zona Norte do Rio, que se emociona ao ostentar seu novo uniforme militar. A conquista de Ana é mesma de outras 141 jovens que se formaram soldados no último sábado, na primeira turma de mulheres a terem esta graduação no Exército. Ana Carolina, que agora recebeu a designação militar de soldado Nogueira, não pensava em entrar na instituição, mas descobriu uma norma forma de vida ao ingressar nas Forças Armadas. — Uma das coisas que eu mais aprendi foi ter disciplina e espírito de corpo (união), porque é um por todos e todos por um. É um companheirismo muito grande. São coisas que eu vou levar para toda a minha vida — conta Nogueira, que se alistou de forma voluntária e, durante três meses, passou por intenso treinamento físico e técnico com suas colegas de turma. Um total de 142 jovens obtiveram a graduação do soldado do Exército — Foto: Divulgação Ainda adolescente, ela sonhava em fazer faculdade de Direito, mas as dificuldades financeiras que tinha quando morava no Santíssimo, Zona Norte do Rio, fizeram seus planos serem adiados. — Quando me alistei, achei que seria uma forma de planejamento para conseguir pagar a faculdade de Direito. Logo depois, eu me arrependi porque fiquei com medo de ter que me apresentar num quartel. Nunca tinha ido num lugar assim. Mas, depois que passei, foi um choque de realidade porque vim de uma vivência totalmente diferente — afirma a jovem, que chegou a vender brigadeiro e empadão na escola para ajudar a pagar as contas em casa. Cantor americano, DJ carioca e dois argentinos em ascensão: Quem eram os passageiros mortos na tragédia aérea do Recreio Hoje, ao se tornar uma das primeiras soldados mulheres formadas pelo Exército, Nogueira se vê como referência para outras meninas. — É um peso, mas não de forma negativa. É uma sensação de que eu não posso errar, que eu tenho que buscar ser o melhor sempre. Ser inspiração é uma posição muito importante por que não se pode fraquejar. É um peso que me favorece porque busco alcançar sempre o melhor para mim mesmo — avalia. Mudança de perspectiva Ser modelo para outras meninas nunca passou pela mente da soldado Maria Souza, que também se formou no último sábado. A jovem de 19 anos tinha dificuldades de socialização na escola e, hoje, se alegra com a possibilidade de ajudar outras pessoas. — Na escola, eu sempre era a mais quieta, a mais fechada, a mais excluída, e, em casa, vivia num ambiente hostil. Por isso eu me isolava. Eu nunca me vi servindo de inspiração para ninguém. É uma surpresa muito grande agora ser vista— detalha Maria, que mora na Penha, Zona Norte do Rio. Ela, que preferia sempre fazer trabalhos sozinha na época da escola, se viu obrigada a participar de ações em conjunto com outras colegas da turma de soldados. — Mudou muito minha percepção. No início foi muito difícil ter que trabalhar em conjunto. Mas, com o tempo, não tenho mais essa dificuldade que tinha no início — pontua. Sonho realizado Já a soldado Ana, que também recebeu a boina verde-oliva no sábado, realiza um sonho de menina ao iniciar a carreira militar. — Era algo que eu vinha pensando desde pequena e quando surgiu a oportunidade foi uma luz no fim do túnel. Eu não imaginava que eu iria conseguir. Estou vivendo esse sonho maravilhoso. Eu achava muito lindo os militares. Eu imaginava ser da Marinha, mas os caminhos foram trocados (risos) — conta a jovem do Jardim América. Durante e após a formatura, familiares da soldado Ana se emocionaram em ver sua parente com o uniforme militar e se encheram de orgulho. — Estamos construindo a nossa história e é tudo novo, mas eu fico muito orgulhosa de eu poder viver isso e dizer para outras meninas que podem, sim, conseguir o que desejam, assim como eu consegui — complementa Ana.
Jovens cariocas comemoram ingresso no Exército Brasileiro em formatura da primeira turma feminina de soldados no Rio
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