Segundo unidade de saúde, estado de líder indígena é considerado grave e requer acompanhamento ininterrupto; Raoni tem episódios de vômito, dor abdominal e tosse com pequena quantidade de sangue 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Cacique Raoni durante visita à exposição Mekukradjá Obikàrà: com os pés em dois mundos, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 10:26 Líder indígena Raoni, 94, internado em estado grave no MT O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, está internado em estado grave na UTI do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, MT, após ser transferido de avião. Ele foi hospitalizado devido a um quadro de infecção grave, com suspeita de sepse pulmonar por pneumonia. Raoni apresenta desidratação, sonolência e complicações abdominais, recebendo tratamento intensivo e monitoramento contínuo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, voltou a ser internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá. A informação foi confirmada a O GLOBO pela unidade de saúde na manhã desta segunda-feira (15). Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Raoni deu entrada na unidade às 17h de domingo (14), após ser transferido de avião da região de Peixoto de Azevedo, onde reside. Ele estava em casa, recebendo visitas de lideranças e pajés de seu povo, quando apresentou um episódio de vômito na manhã de sábado (13). Veja imagens da trajetória do cacique Raoni 1 de 8 Raoni dá “puxão de orelhas” no ministro Mário Andreazza, em gesto afetuoso que marca fim de conflito no Xingu — Foto: Jamil Bittar 2 de 8 Sting e Raoni no Human Rights Now! — Foto: Antonio Carlos Piccino X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Cacique Raoni visita o então presidente da República José José Sarney — Foto: Sergio Marques 4 de 8 Cacique Raoni é barrado no Congresso durante a Assembleia Nacional Constituinte — Foto: Gustavo Miranda X de 8 Publicidade 5 de 8 Cacique Raoni e Paulinho Paiakan no Iº Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em Altamira, no Pará — Foto: Josemar Gonçalves 6 de 8 Raoni Txucarramãe e Ireo Kaiapó em protesto em frente ao Palácio do Planalto contra a construção da Usina de Belo Monte — Foto: Gustavo Miranda X de 8 Publicidade 7 de 8 Cacique Raoni chega ao STF para acompanhar o julgamento do marco temporal — Foto: Cristiano Mariz 8 de 8 Cacique Raoni o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da França, Emmanuel Macron — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 8 Publicidade Líder indígena lança biografia 'Memórias do cacique' No domingo, o quadro se agravou, com três novos episódios de vômito, tosse persistente, dor abdominal e expectoração com pequena quantidade de sangue. Ainda de acordo com o hospital, o cacique ingeriu apenas o café da manhã e não voltou a se alimentar ao longo do dia por causa do desconforto abdominal e da evolução do quadro clínico. Diante da persistência dos sintomas e do comprometimento do estado geral, foi realizada a transferência aérea para Sinop. Ao chegar ao Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, Raoni apresentava sinais de desidratação, sonolência acentuada, abdome distendido e ausência de diurese. O líder indígena foi submetido a exames laboratoriais, hemoculturas, gasometria arterial e tomografias de crânio, tórax e abdome. Os primeiros resultados apontaram alterações da função renal e marcadores compatíveis com processo infeccioso grave. 'Cacique Raoni Metuktire', 1984 — Foto: Divulgação/Leila Jinkings Segundo o boletim médico, a principal hipótese diagnóstica é de sepse de foco pulmonar secundária a pneumonia broncoaspirativa, decorrente de quadro de vômitos incoercíveis. A tomografia de abdome também evidenciou suboclusão gástrica. Raoni permanece internado na UTI sob monitoramento contínuo, recebendo hidratação venosa, antibioticoterapia de amplo espectro e suporte intensivo. O estado de saúde é considerado grave, exigindo cuidados intensivos e acompanhamento ininterrupto da equipe multiprofissional. Familiares seguem em contato permanente com a equipe assistencial. Relembre internações anteriores Esta é uma nova internação do cacique pouco tempo depois de ele ter recebido alta do mesmo hospital, em maio, após permanecer sete dias internado por complicações respiratórias e gastrointestinais. Na ocasião, Raoni ficou cinco dias na UTI, sob monitoramento contínuo e assistência integral, antes de retornar à sua residência em condição estável para seguir tratamento domiciliar. À época, a equipe médica informou que o líder indígena possui comorbidades pré-existentes, entre elas Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), insuficiência cardíaca, uso de marcapasso cardíaco e hérnia diafragmática, condição que exige acompanhamento clínico periódico. Cacique Raoni o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da França, Emmanuel Macron — Foto: Ludovic MARIN / AFP Durante a internação anterior, Raoni foi acompanhado por uma equipe multidisciplinar, com atuação de cirurgião do aparelho digestivo, pneumologista, cardiologista, clínico, cirurgião torácico, fisioterapia respiratória e equipe assistencial completa. Também houve acompanhamento conjunto com especialistas do Ambulatório do Índio da Unifesp, entre eles o médico Douglas Antônio Rodrigues, que acompanha a saúde do cacique há décadas, por meio de videoconferências para definição das condutas médicas. O diretor técnico do Hospital Dois Pinheiros, Dr. Douglas Yanai, destacou, na ocasião, que a comunicação entre as equipes foi fundamental para a condução do atendimento. “Todo o atendimento foi realizado de maneira compartilhada, com alinhamento permanente entre as equipes médicas envolvidas, a família do cacique e o Instituto Raoni. Essa integração permitiu decisões rápidas, criteriosas e seguras durante toda a internação”, pontuou. Após a alta, o Instituto Raoni ficou responsável pela rede de apoio ao líder indígena, incluindo dois técnicos de enfermagem para cuidados domiciliares. Os profissionais receberam treinamento da equipe hospitalar para dar continuidade aos exercícios respiratórios em casa. O Distrito Sanitário Especial Indígena Kaiapó do Mato Grosso (DSEI-KMT) também integra a rede de apoio ao cacique, com suporte logístico aéreo e terrestre. “Nossa equipe já possui uma relação próxima com diversas comunidades indígenas por meio das Expedições UFMT - Xingu. Isso fortalece o vínculo de confiança e contribui para um atendimento mais humanizado, respeitando as particularidades culturais e sociais dessas populações”, complementou Douglas Yanai. Desde 2020, Raoni já passou por seis internações no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros. A relação com a unidade foi construída a partir das Expedições UFMT - Xingu, projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Sinop, em parceria com o hospital, que leva atendimento especializado às aldeias da Terra Indígena Capoto/Jarina. As equipes do projeto se deslocam de duas a três vezes ao ano para atendimentos clínicos, diagnósticos e acompanhamento de pacientes no próprio território indígena. Quando há necessidade de intervenções mais complexas ou procedimentos que não podem ser realizados em campo, os pacientes são encaminhados ao Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop. Os médicos responsáveis pelo boletim divulgado nesta segunda-feira são Dr. Douglas Yanai, Dr. Túlio Orathes Ponte e Dra. Helena Mª S. Barbosa. Segundo o hospital, novas informações serão divulgadas conforme a evolução clínica do paciente.
Cacique Raoni volta a ser internado na UTI após quadro de infecção grave
Segundo unidade de saúde, estado de líder indígena é considerado grave e requer acompanhamento ininterrupto; Raoni tem episódios de vômito, dor abdominal e tosse com pequena quantidade de sangue













