Líder indígena segue internado e em acompanhamento depois da complicação ocorrida na segunda 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O cacique Raoni Metuktire, líder indígena da etnia caiapó — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 17:40 Cacique Raoni é transferido para UTI após hemorragia, mas está estável O Cacique Raoni Metyktire foi transferido para a UTI do Hospital São Paulo para monitoramento após hemorragia digestiva alta. Apesar da complicação, ele está consciente, estável e respirando sem ajuda de aparelhos. Raoni foi internado inicialmente por obstrução intestinal e pneumonia aspirativa. A equipe médica, liderada por Dr. Franz Robert Apodaca Torrez, continua seu acompanhamento intensivo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Cacique Raoni Metyktire voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após apresentar uma hemorragia digestiva alta na última segunda-feira (29). Segundo boletim médico do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) divulgado nesta quarta-feira, a transferência para a UTI ocorre para "melhor monitorização". No início da semana foi constatado, por meio de endoscopia, sangramento no estômago e duodeno. O novo boletim indica que foi identificado pneumotórax no pulmão direito, já drenado sem intercorrências. Segundo o comunicado, o cacique "está consciente, respondendo a comandos, estável, respirando em ar ambiente e evoluindo afebril". Nova atualização sobre o quadro de saúde do líder indígena será emitida na tarde da próxima quinta-feira (2), ou se houver alterações clínicas significativas, segundo o Hospital São Paulo, onde segue internado. Saúde de Raoni Raoni foi submetido ao procedimento minimamente invasivo para restabelecer o trânsito intestinal após dar entrada na unidade, na sexta-feira (19), com quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativa. Ele foi transferido para São Paulo após ser atendido inicialmente no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), e seu transporte aéreo foi realizado com apoio do governo de Mato Grosso e de instituições federais e estaduais. De acordo com os médicos, a cirurgia transcorreu sem complicações. O líder indígena permanece sob acompanhamento intensivo no período pós-operatório. Quadro de infecção pulmonar Raoni deu entrada na unidade hospitalar em Sinop, Norte de Mato Grosso, às 17h do último domingo (14), após ser transferido de avião da região de Peixoto de Azevedo, onde reside. Ele estava em casa, recebendo visitas de lideranças e pajés de seu povo, quando apresentou um episódio de vômito na manhã de sábado. Desde então, passou por uma endoscopia digestiva alta na terça-feira, realizada sob sedação e sem intercorrências. Desde sua saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Sinop, até o embarque em um hangar anexo ao Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo, com destino à capital paulista, o cacique Raoni foi acompanhado pelo médico Douglas Yanai, integrante da equipe assistencial do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros. Cacique Raoni é transferido para São Paulo para dar continuidade a tratamento de infecção pulmonar — Foto: Divulgação Durante a transferência para São Paulo, o paciente permanece acompanhado por dois membros de sua família, além de um médico intensivista e um enfermeiro que compõe a equipe responsável pelo trajeto aéreo, assegurando assistência contínua ao longo de todo o percurso. No Hospital São Paulo, o acompanhamento será conduzido pelo Dr. Franz Robert Apodaca Torrez, médico-cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já vinha monitorando a evolução do caso em articulação com as equipes médicas envolvidas. O planejamento da transferência também contou com a participação do Dr. Douglas Antônio Rodrigues, médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp e responsável pelo acompanhamento da saúde do cacique Raoni há décadas. No momento da transferência, o paciente encontrava-se lúcido, consciente e orientado, respirando espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico, e apresentando estabilidade clínica e hemodinâmica compatível com a realização segura do transporte.