Durante 1.495 dias, o major ucraniano Oleksandr Ivanov viveu confinado a uma caixa de concreto.
Capturado durante os combates pela cidade ucraniana de Mariupol, ele passou esse período em uma cela úmida e cinzenta de uma colônia penal na Rússia.
Ivanov, que é fuzileiro naval, não tinha contato com o mundo exterior nem como saber se seu país ainda resistia ou sequer se sua mulher e seu filho pequeno estavam vivos. Mas, em meio àqueles dias difíceis, encontrou algo que o ajudou a seguir em frente.
Antes da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, Ivanov era um homem dedicado ao dever. Ele servia como major na 36ª Brigada de Fuzileiros Navais, mas a primavera de 2022 mudou tudo.
A última lembrança que Ivanov guarda da Mariupol ocupada pelos russos não é dos combates, mas do "cheiro de morte que tomava conta do ar".













