As Copas vencidas pela seleção canarinho não tiveram nenhuma influência eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002 — Foto: AFP PHOTO/Mauricio LIMA É batata. Todo ano em que há Copa do Mundo, muita gente, inclusive importantes analistas políticos, começa a especular que uma eventual vitória da seleção de Vini Jr. favorece o governo nas urnas. A história de nossas vitórias anteriores na Copa — e vale o mesmo para as derrotas — mostra que uma coisa não está necessariamente ligada à outra. Só para lembrar: . Em 1958, o país de Pelé ganhou sua primeira Copa, na Suécia, mas o presidente Juscelino Kubitschek perdeu em nove dos onze estados onde ocorreram eleições. . Em 1962, o Brasil de Garrincha venceu a Copa do Chile. Mas o PSD do primeiro-ministro Tancredo Neves — o regime era parlamentarista — reduziu sua bancada no Congresso na eleição daquele ano. . Em 1970, na Copa do Tri, no México, não houve eleição. O país vivia em plena ditadura do general Médici. . Em 1994, na primeira Copa em solo americano, o governo venceu a eleição. Mas há consenso de que a vitória de FHC sobre Lula deveu-se infinitamente mais aos gols marcados contra a inflação, então nas alturas, com o Plano Real. . Em 2002, quando o Brasil conquistou sua última Copa do Mundo, no Japão e na Coreia do Sul, o candidato do governo à Presidência, José Serra, perdeu a eleição para Lula. Em tempo Em 2030, quando haverá uma nova Copa do Mundo, desta vez na Espanha, em Marrocos e em Portugal, alguém duvida de que estará de volta esse papo meio furado de que a competição se reflete na política?
Campanha do Brasil na Copa do Mundo dificilmente terá reflexos na política
As Copas vencidas pela seleção canarinho não tiveram nenhuma influência eleitoral














