Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Gilberto Gil diz que sua carreira se apresentado em estádios para multidões de fato chegou ao fim com o término de sua última turnê, mas que ele não pretende largar a música.

"Enquanto eu puder me apresentar para públicos menores, acho que não consigo parar", diz. Em julho, ele tem um show marcado em Londres.

A reportagem revê a trajetória de Gil, desde seu passado anterior à música, quando trabalhou como aprendiz na Unilever, até o presente, incluindo a sua trajetória como ministro.

Quando questionado sobre o que pensa a respeito do presidente Lula concorrer a um quarto mandato para presidente nas eleições de outubro, Gil afirma que "vemos muitos dos mesmos nomes, os mesmos conceitos" e que "não há opção para nada diferente". Ele também conta se encontrar e discutir assuntos com o petista, incluindo o comprometimento de ambos com a política.

Acrescenta que é preciso se unir "contra a polarização da política no Brasil e a ascensão do movimento de direita" e diz achar que "a esquerda entende melhor seu propósito, está mais interessada no progresso e em um futuro brasileiro".