PUBLICIDADE Desempenho do pré-candidato do PL recuou especialmente no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte, de acordo com novos dados do levantamento da Quaest 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Cristiano Mariz /Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 10:36 Apoio a Flávio Bolsonaro cai entre evangélicos, mulheres e jovens, diz pesquisa Pesquisa Genial/Quaest revela queda de apoio a Flávio Bolsonaro entre evangélicos, mulheres e jovens, impactada por envolvimento com Daniel Vorcaro e tarifaço dos EUA. No Sudeste e Centro-Oeste/Norte, o pré-candidato perdeu vantagem para Lula, que lidera entre mulheres e cresceu entre jovens. Flávio ainda mantém apoio entre eleitores mais ricos, mas enfrenta empate técnico em outros segmentos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As notícias sobre o novo tarifaço do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e o envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pelo financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afetaram o desempenho do pré-candidato à Presidência na pesquisa Genial/Quaest. Novos dados do levantamento mais recente divulgados pelo g1 e confirmados pelo GLOBO apontam que o senador perdeu apoio especialmente entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste. Na pesquisa, 65% disseram que Flávio errou ao pedir financiamento a Vorcaro; 60% consideram que o envolvimento entre os dois levanta suspeitas; e 58% acreditam que o candidato pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso. Isso reforçou a percepção de envolvimento do candidato com corrupção, apontada por 62% dos brasileiros ouvidos, como destacou a coluna de Míriam Leitão. A sondagem também captou a percepção pública sobre a atuação do senador e de Lula no caso do novo tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump nos EUA e os efeitos econômicos da medida. O detalhamento por região, sexo, idade, renda, escolaridade e religião ajuda a explicar como o pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu seis pontos de vantagem sobre Flávio no cenário simulado de eventual segundo turno: 44% a 38%. No Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte, a queda de Flávio foi maior do que o avanço de Lula, o que aponta para perda líquida do pré-candidato nesses segmentos, de acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Se em abril o senador tinha 12 pontos de vantagem sobre o petista no Sudeste, os dois agora aparecem em empate técnico na região. De maio a junho, Flávio recuou de 44% a 41%, e Lula avançou de 37% a 39% (dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para esse recorte). Outros 17% disseram que vão votar em branco, nulo ou não irão votar, reportou o g1. No mesmo período de maio a junho, Flávio caiu oito pontos no agregado Centro-Oeste/Norte, a 42%, enquanto o adversário cresceu quatro pontos, a 40%. Na sondagem anterior, a vantagem do senador do PL era de 14 pontos sobre Lula, que já vinha em tendência de alta desde abril. Os novos dados apontam também que Flávio Bolsonaro perdeu a dianteira no segmento mais jovem do eleitorado (16 a 34 anos), única faixa etária em que, até então, tinha vantagem numérica contra Lula: de maio a junho, o pré-candidato do PT avançou de 38% a 44%, e o do PL caiu de 45% a 39%. A margem de erro, neste caso, é de quatro pontos percentuais. Desde que foi anunciado como o nome do PL na corrida à Presidência, Flávio adequou o discurso para atrair o eleitorado feminino e tentar reverter a rejeição herdada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre as eleitoras. Os dados da Quaest, porém, mostram que os acontecimentos recentes ampliaram a vantagem de Lula no segmento das mulheres. Desde abril, o petista foi de 42% a atuais 47%. Flávio, por sua vez, marcava 37% em abril, oscilou para 36% em maio e agora aparece 14 pontos atrás do oponente, com 33% (nesse recorte, a margem de erro é de três pontos). Na sondagem entre os homens, também com margem de três pontos, o senador tem vantagem numérica, 44% a 41%, mas o cenário é de empate técnico. Em maio, Flávio liderava esse estrato por oito pontos. Ainda segundo os dados obtidos pelo g1, Flávio também perdeu força entre os evangélicos, embora ainda lidere nesse estrato. De maio a junho, a diferença entre ele e Lula caiu de 37 para 21 pontos. No período, o senador passou de 61% a 52%, e Lula avançou de 24% a 31%. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, a liderança se inverteu de Flávio para Lula. Em maio, o senador aparecia à frente, com 44% a 40%. Na pesquisa mais recente, o petista tem 44%, seis pontos a mais que o adversário (38%). A margem de erro, neste caso, é de três pontos. Segundo a Quaest, Flávio segue na dianteira no eleitorado mais rico, que recebe mais de cinco salários mínimos. A diferença dele é de 12 pontos para Lula, que manteve os 34% da sondagem anterior. No estudo por escolaridade, Lula tem sete pontos de vantagem sobre Flávio na faixa de eleitores com Ensino Fundamental. Nos outros subgrupos, em que o senador liderava até abril, o cenário agora é de empate técnico. Nos entrevistados com Ensino Médio, o pré-candidato do PL marcou 41% e o do PT, 40%. Já no estrato com Ensino Superior, o filho do ex-presidente aparecia 15 pontos à frente em maio, diferença que caiu para três pontos — em um mês, Flávio recuou de 48% a 41% e Lula foi de 33% a 38%.
Com caso Master e novo tarifaço, Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, mulheres e jovens, aponta pesquisa
Desempenho do pré-candidato do PL recuou especialmente no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte, de acordo com novos dados do levantamento da Quaest










