Situação durante entrevistas de Brasil e Marrocos gerou dúvidas nas redes sociais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vini Jr. foi o melhor jogador da seleção brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos — Foto: Darrian Traynor / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 08:42 Fifa Adota Protocolo de Idiomas Específico em Entrevistas Pós-Jogo A Fifa não proibiu perguntas em espanhol a Vinicius Júnior e Hakimi após o jogo Brasil x Marrocos, mas aplicou um protocolo de idiomas específico. A estrutura de tradução incluía inglês, português, árabe, francês e italiano, mas não espanhol, devido aos idiomas oficiais das seleções e treinadores. O espanhol é permitido quando uma seleção de língua espanhola participa, mas restrições valem para eventos oficiais com tradução simultânea. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma situação envolvendo Vinicius Júnior e Achraf Hakimi após o empate entre Brasil e Marrocos gerou debate entre jornalistas e torcedores durante a Copa do Mundo. Afinal, a Fifa proibiu perguntas em espanhol? A resposta é não. O que aconteceu foi a aplicação de um protocolo de idiomas adotado pela entidade para as entrevistas oficiais do torneio. A polêmica surgiu quando profissionais de imprensa foram informados de que perguntas em espanhol não poderiam ser feitas durante determinadas entrevistas relacionadas à partida. Rapidamente, surgiram interpretações de que a Fifa estaria vetando o uso de um dos idiomas mais falados do planeta justamente em uma Copa disputada em países como Estados Unidos e México. No caso de Vinicíus, ele mesmo optou por usar o português ao invés do espanhol. Quando foi questionado na zona mista por um jornalista venezuelano, que solicitou uma resposta em espanhol, Vini afirmou que falaria em português, pois estava defendendo o Brasil. — Ah, estou com o Brasil, vou falar só em português. Acredito que a gente tomou um gol ali que nos dificultou muito a nossa forma de jogar. É um jogo muito difícil, o Marrocos é uma excelente equipe. A gente precisa melhorar para ganhar os próximos jogos — disse o brasileiro. Na prática, porém, a questão é mais burocrática do que política. Desde a Copa do Mundo do Catar, a Fifa utiliza um sistema de tradução montado especificamente para cada partida. O esquema leva em consideração o idioma oficial das seleções envolvidas, os idiomas dos treinadores e o inglês, que é a língua oficial da entidade. No caso do confronto entre Brasil e Marrocos, a estrutura de tradução disponibilizada pela Fifa incluía inglês, português, árabe, francês e italiano — este último por causa do técnico brasileiro, Carlo Ancelotti. Como o espanhol não fazia parte do pacote de tradução oficial preparado para aquele jogo, perguntas nesse idioma não eram aceitas nas coletivas oficiais. Isso não significa que o espanhol esteja proibido na Copa. Pelo contrário. Quando uma seleção de língua espanhola participa da entrevista, o idioma passa a integrar automaticamente a estrutura oficial. É o caso das coletivas de técnicos como Lionel Scaloni, da Argentina, ou Luis de la Fuente, da Espanha, nas quais perguntas e respostas em espanhol são permitidas normalmente. Além disso, a restrição vale apenas para os eventos oficiais organizados pela Fifa com tradução simultânea. Nas chamadas zonas mistas — espaços onde jogadores atendem jornalistas após as partidas — atletas podem responder em qualquer idioma. O mesmo ocorre em entrevistas organizadas pelas próprias federações. A confusão ganhou repercussão justamente porque tanto Vinicius Júnior quanto Hakimi falam espanhol fluentemente devido às suas carreiras no futebol espanhol. Muitos jornalistas imaginavam que poderiam utilizar o idioma para facilitar as entrevistas, mas esbarraram nas regras operacionais montadas especificamente para aquele jogo.
'Copa del Mundo': Por que jornalistas não puderam perguntar em espanhol a Vini Jr. e Hakimi? Veja explicação da Fifa
Situação durante entrevistas de Brasil e Marrocos gerou dúvidas nas redes sociais














