Stuttgart é o segundo clube que mais cedeu jogadores ao atual elenco, que tenta dar resposta depois de duas eliminações seguidas em fase de grupo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alemanha venceu os Estados Unidos por 2 a 1 no último amistoso antes da Copa — Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 00:10 Alemanha na Copa: Elenco Menos Estrelado e Ceticismo Local A seleção alemã chega à Copa do Mundo com um elenco menos estrelado, sem o favoritismo de edições anteriores. Apenas um terço dos convocados jogou a última Liga dos Campeões, e clubes médios, como o Stuttgart, forneceram muitos jogadores. Após eliminações precoces em 2018 e 2022, há esperanças em talentos como Wirtz e Musiala, mas o time ainda não é visto como de alto nível. A Alemanha enfrenta ceticismo local, apesar de ser o quinto elenco mais caro do torneio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Longe do favoritismo recebido em edições recentes, a seleção da Alemanha chega para a Copa do Mundo com um elenco menos estrelado que o tradicional. Um terço dos jogadores (nove dos 26) convocados sequer jogou a última Liga dos Campeões e o segundo clube que mais teve atletas chamados foi o Stuttgart, atrás apenas do Bayern de Munique, que mais uma vez dominou a lista. Uma Alemanha "sem hype" pode até deixar adversários ressabiados, mas a torcida local tem se dividido sobre as chances de título nos EUA. Em 2014, quando conquistou sua quarta Copa do Mundo, com direito ao mítico 7 a 1 na semifinal e uma base de jogadores ainda jovens, a Alemanha foi apontada como um time que seguiria disputando títulos na década seguinte. A aposta não se confirmou e a seleção bávara acumulou duas eliminações precoces, na fase de grupos, em 2018 e 2022. Clubes médios na lista Agora, a convocação do técnico Julian Nagelsmann teve nomes de diversos clubes médios do país, como o Mainz, o Hoffenheim, o Eintracht Frankurt, e o Stuttgart, que empatou com o Borussia Dortmund como o segundo clube a mais ceder jogadores para a Alemanha nessa Copa (4). A lista teve até a presença de jogadores que atuam em mercados periféricos, como Sané no Galatassaray. São nove atletas que não disputaram a última Liga dos Campeões, já considerando a presença de Assan Ouédraogo, do RB Leipzig, que substituirá o lesionado Karl. Excetuando o Bayern, os jogadores alemães de clubes poderosos são Rudiger do Real Madrid, Wirtz do Liverpool e Havertz do Arsenal. Nenhum deles, porém, teve temporada de brilho. Assim, o elenco pouco estrelado contribuiu para a modesta classificação da Alemanha no Favoritômetro do GLOBO: oitavo colocado, atrás da Holanda, Brasil, Argentina, Portugal, Inglaterra, Espanha e França. Proporção de jogadores do elenco alemão que haviam disputado a Liga dos Campeões antes da Copa 2014: 20/23 (87%)2018: 19/23 (82%)2022: 15 / 23 (65%)2026: 17/26 (65%) Segundo o site Transfermkt, a Alemanha tem o quinto elenco mais caro da Copa, atrás de França, Espanha, Inglaterra e Portugal. Mas vale ressaltar que elencos do Brasil e da Argentina costumam ser menos valiosos nesses levantamentos, muito pela presença de jogadores nas respectivas ligas locais, que movimentam menos dinheiro que os campeonatos europeus. O atual elenco alemão ocupa uma posição intermediária nos rankings de média de idade da Copa: 27,5 anos, em 27º lugar entre as 48 equipes. O grupo tem sete jogadores com mais de 30 anos, e cinco com menos de 23. Fracassos em 2018 e 2022 A proporção de jogadores alemães que não disputaram a última Liga dos Campeões é a mesma da lista para a Copa de 2022: 65%. Naquele ano, o time passou por uma tentativa de renovação, com a saída de várias referências do elenco campeão em 2014, mas o resultado foi pífio. O time, então comandado por Hansi Flick, teve apenas uma vitória na campanha, contra a Costa Rica, e ficou em terceiro lugar no seu grupo, atrás de Japão e Espanha. Em 2014, o hype do elenco se traduzia na força dos clubes dos jogadores convocados. Além da presença de representantes de times poderosos, como Real Madrid, Chelsea, Arsenal, o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund haviam sido os finalistas da Liga dos Campeões 2013/2014. Esses dois times formaram a base da Alemanha campeã no Brasil. Em 2018, muitos daqueles jogadores continuaram no grupo, mas o resultado foi um fiasco, com a primeira eliminação na fase de grupos desde 1938, após uma derrota por 2 a 0 para a Coréia do Sul. O grupo ainda tinha Suécia e México, que se classificaram, enquanto a Alemanha foi a lanterna. Esperança em Wirtz e Musiala Para esse ano, há muita esperança sobre Wirtz e Musiala, mas torcedores vêm se preocupando com o sistema defensivo, que tradicionalmente era uma força da seleção bávara. Nesse contexto, ex jogadores históricos estão divididos. O ídolo Lothar Matthaus, campeão em 1990, por exemplo, declarou que tem grandes expectativas sobre um título alemão. Já o ex-atacante Thomas Mueller, campeão em 2014, foi mais cauteloso. — Não somos azarões, podemos derrotar seleções grandes, mas, coletivamente e individualmente, ainda não estamos em um nível top — afirmou Mueller.
Alemanha sem 'hype': 12 anos após tetra, time tem menos estrelas e um terço do grupo não jogou a última Liga dos Campeões
Stuttgart é o segundo clube que mais cedeu jogadores ao atual elenco, que tenta dar resposta depois de duas eliminações seguidas em fase de grupo













