Seleção repete seis titulares da estreia da Copa de 2022 e alcança marca que só havia sido registrada na passagem do título de 1958 para o bicampeonato de 1962; expectativa de oito remanescentes não se confirmou 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ancelotti em treino da seleção nos EUA — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 18:01 Ancelotti iguala recorde histórico na seleção brasileira com escalação contínua A primeira escalação de Carlo Ancelotti na seleção brasileira igualou um recorde histórico ao manter seis titulares da estreia da Copa de 2022, algo visto apenas entre 1958 e 1962. Alisson, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Júnior foram os remanescentes. Embora a expectativa fosse de oito jogadores, a seleção atual alcançou a continuidade significativa, refletindo estabilidade rara entre Mundiais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O treinador italiano mandou a campo Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinicius Júnior, Igor Thiago e Raphinha. Em relação ao time que iniciou a vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia na estreia da Copa do Catar, em 2022, foram mantidos seis titulares: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Júnior. Nos últimos dias, a possibilidade de uma repetição ainda maior chegou a ser levantada por parte da imprensa a partir das formações observadas nos treinamentos da seleção - Danilo e Alex Sandro, os laterais da Copa no Catar, acabaram preteridos por Ibañez e Douglas Santos. Se isso tivesse acontecido, o Brasil de Ancelotti poderia estabelecer isoladamente a maior continuidade já registrada entre duas estreias consecutivas de Copa do Mundo. A escalação oficial, porém, seguiu outro caminho. Ibañez, em Brasil x Croácia — Foto: Rafael Ribeiro / CBF Mesmo sem atingir esse cenário, a equipe de Ancelotti igualou um recorde que permanecia intacto havia mais de seis décadas. Apenas uma vez na história o Brasil havia repetido seis titulares entre uma estreia e outra em Mundiais: na passagem da conquista de 1958 para o bicampeonato de 1962. Naquele intervalo de quatro anos, permaneceram na equipe Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Didi e Zagallo. Pelé e Garrincha, titulares em 1962, começaram no banco em 1958. Agora, o grupo formado por Alisson, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinicius Júnior alcança a mesma marca. O dado chama atenção porque a manutenção de uma base titular costuma ser rara em Copas do Mundo. Mudanças de ciclo, trocas de comissão técnica, aposentadorias e perda de espaço fazem com que as estreias de um Mundial para outro geralmente apresentem profundas transformações. As duas maiores continuidades da história brasileira ocorreram justamente em momentos bastante diferentes. A primeira veio após a conquista do primeiro título mundial, quando o Brasil chegou ao Chile, em 1962, com uma equipe amplamente consolidada. A segunda aparece agora, em uma seleção que atravessou uma troca de comando após a Copa do Catar, mas preservou parte importante de sua espinha dorsal. Antes de 2026, as maiores continuidades recentes haviam ocorrido entre as Copas de 2002 e 2006, quando cinco titulares permaneceram na equipe — Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho e Ronaldo — e entre 2018 e 2022, com Alisson, Danilo, Thiago Silva, Casemiro e Neymar. Com seis remanescentes, a estreia de Ancelotti diante do Marrocos passa a dividir o topo dessa lista histórica. Não foi o recorde absoluto que chegou a ser desenhado nas projeções dos dias anteriores ao jogo. Mas foi suficiente para colocar a seleção de 2026 ao lado da geração bicampeã de 1958 e 1962 como a que apresentou a maior continuidade entre duas estreias de Copa do Mundo.
Escalação de Ancelotti não bate projeção, mas iguala recorde de continuidade em estreias do Brasil
Seleção repete seis titulares da estreia da Copa de 2022 e alcança marca que só havia sido registrada na passagem do título de 1958 para o bicampeonato de 1962; expectativa de oito remanescentes não se confirmou
Ancelotti escalou 6 titulares da Copa 2022 na estreia, igualando recorde histórico que permanecia desde 1962. Continuidade rara entre Mundiais em transição técnica sinaliza estabilidade de grupo e coesão tática consolidada.









