Quando o sistema de som é a característica que mais impressiona no primeiro contacto, alguma coisa de particular há a dizer sobre a experiência de conhecer um automóvel. Há muito que estão carregados de tecnologia e características​ para entreter e encantar, umas vezes como principal atractivo, e noutras como um acrescento. É esse o caso.O Mitsubishi Outlander PHEV mantém o pergaminho premium e a robustez reforçada pela imponência dos 4,72 metros de comprimento, mas tem um design que muitos podem considerar ultrapassado, seja nas linhas exteriores, seja em alguns detalhes do interior, em particular no sistema digital. Foi claramente uma opção da marca, e tem o seu público. Por outro lado, este PHEV da quarta geração do Outlander está longe de estar ultrapassado na oferta tecnológica, o que é uma espécie de paradoxo.Parte desse desenho algo desactualizado pode dever-se ao facto de o Outlander PHEV ter chegado ao mercado europeu quase cinco anos depois de se ter estreado no Japão, e sabemos o quanto os carros evoluem em tão pouco tempo, particularmente desde o advento da digitalização (nem sempre para “melhor”, é certo).Mas esse parece ter sido o tempo que foi preciso para ajustar a mecânica ao mercado e ao gosto dos europeus. A bateria que garante a propulsão híbrida aumentou dos 13 kW —​ que conhecemos na versão americana — para 22,7 kW, o que confere ao Outlander uma autonomia eléctrica de 85 quilómetros em ciclo combinado, segundo a marca. Na prática, considerando os circuitos urbanos, é possível circular exclusivamente em modo eléctrico, mantendo o consumo de gasolina abaixo de um litro por cada cem quilómetros.