Partida entre Coreia do Sul e República Tcheca, em Guadalajara, expôs uma diferença recorrente entre o público anunciado e a ocupação real das arquibancadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Arquibancadas esparsas marcam segundo jogo da Copa e ampliam pressão sobre política de ingressos da Fifa — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 05:05 Discrepância entre público anunciado e real na Copa 2026 levanta dúvidas Na Copa do Mundo de 2026, a diferença entre o público anunciado pela FIFA e a ocupação real das arquibancadas tem gerado questionamentos. No jogo entre Coreia do Sul e República Tcheca, foram anunciados 44.985 torcedores, mas imagens mostraram muitos assentos vazios. Isso ocorre porque a contagem oficial considera ingressos vendidos, incluindo para patrocinadores que nem sempre comparecem. Além disso, torcedores circulam durante o jogo, deixando cadeiras desocupadas. A FIFA afirma que os números são baseados em ingressos escaneados, mas a discrepância levanta dúvidas sobre a real demanda por ingressos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A vitória da Coreia do Sul por 2 a 1 sobre a República Tcheca, na segunda partida da Copa do Mundo de 2026, trouxe um questionamento que tem se repetido desde a abertura do torneio: por que tantos assentos vazios aparecem nas transmissões de televisão mesmo quando os números oficiais apontam estádios praticamente lotados? Segundo o The Athletic, o caso mais emblemático ocorreu no Estádio Guadalajara, no México. A FIFA anunciou um público de 44.985 torcedores para a partida, número apenas 679 pessoas inferior à capacidade oficial do local, de 45.664 lugares. Ainda assim, as imagens do jogo mostraram milhares de cadeiras desocupadas, especialmente nos setores centrais das arquibancadas, justamente os mais visíveis para quem acompanhava a partida pela televisão. A discrepância tem explicação. No futebol, é comum que organizadores e clubes divulguem a quantidade de ingressos comercializados ou distribuídos, e não necessariamente o número exato de pessoas sentadas em seus lugares durante a partida. Em grandes competições, uma parcela significativa dos bilhetes é destinada a patrocinadores, parceiros comerciais e convidados corporativos, que nem sempre comparecem aos jogos. Esse fenômeno costuma ser mais perceptível em setores nobres dos estádios. Como esses assentos ficam próximos ao meio-campo e aparecem com frequência nas transmissões, qualquer ausência acaba gerando a impressão de que a ocupação geral é muito menor do que a registrada oficialmente. Outro fator é o comportamento dos próprios torcedores. Em partidas da Copa, é comum que espectadores circulem pelos corredores, áreas de alimentação e espaços de convivência, principalmente antes do início dos jogos e durante determinados momentos da partida. Assim, mesmo com ingressos efetivamente utilizados, parte dos assentos pode permanecer vazia durante longos períodos. Em resposta aos questionamentos, a FIFA afirmou que os números oficiais são calculados com base nos ingressos escaneados e nas pessoas efetivamente presentes dentro do estádio. Segundo a entidade, os dados são verificados em conjunto com as equipes de bilheteria e as administrações dos estádios. A discussão ocorre em meio a dúvidas sobre a demanda por ingressos em algumas partidas da fase de grupos. Embora a FIFA tenha anunciado meses antes do torneio um volume recorde de solicitações e alta procura por entradas, jogos envolvendo seleções menos tradicionais têm apresentado ocupação visual inferior à observada em confrontos dos países anfitriões ou de equipes com grandes torcidas. A diferença entre público registrado e arquibancadas cheias também é influenciada por adaptações exigidas pela Copa do Mundo. Diversos estádios utilizados no torneio foram originalmente construídos para outras modalidades, como o futebol americano, e tiveram parte de suas estruturas modificadas para atender aos padrões da FIFA. Isso altera a capacidade operacional dos locais e impacta a distribuição dos espectadores.
Arquibancadas vazias na Copa? Entenda por que os números da Fifa nem sempre batem com o que aparece na TV
Partida entre Coreia do Sul e República Tcheca, em Guadalajara, expôs uma diferença recorrente entre o público anunciado e a ocupação real das arquibancadas















