Há nomes que o tempo não apaga. Permanecem discretamente inscritos na memória coletiva, não apenas pelo que realizaram, mas pelo exemplo que deixaram às gerações seguintes. Recordá-los é um exercício de gratidão e de justiça e é também uma forma de reconhecer aqueles que, através do conhecimento, ajudaram a construir um mundo mais esclarecido.Entre essas figuras destaca-se Luís Wittnich Carrisso, eminente cientista português, professor catedrático e vice-reitor da Universidade de Coimbra, diretor do Jardim Botânico e do Instituto Botânico Júlio Henriques. Natural da Figueira da Foz, dedicou a sua vida ao estudo das ciências naturais, deixando uma marca importante na botânica portuguesa e na investigação científica desenvolvida pela Universidade de Coimbra.O seu nome ficará para sempre associado a Angola, território que o fascinou e ao qual consagrou uma parte significativa da sua carreira. Nas suas missões científicas percorreu cerca de 30 mil quilómetros, recolhendo um vastíssimo património botânico que viria a enriquecer de forma notável as coleções científicas da universidade. Investigador incansável, mas também homem de intervenção cívica, desempenhou funções públicas de relevo, entre as quais a presidência da Câmara Municipal de Coimbra, tendo sido distinguido por diversas condecorações em reconhecimento do seu contributo para a ciência, o ensino e a sociedade.
Luís Wittnich Carrisso (1886–1937)
A 14 de junho de 2026, representantes da comunidade portuguesa e antigos estudantes da Universidade de Coimbra residentes em Angola vão reunir-se no Namibe para honrar a memória de Luís Carrisso.








