PUBLICIDADE Arthur de Mello da Silva estava internado desde o dia 1º em Nova Iguaçu. Polícia ouviu pai, madrasta, mãe e padrasto e investiga como substâncias foram parar no organismo da criança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Arthur ao chegar em casa no último dia 1º de junho — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 19:01 Menino de 11 anos morre por suspeita de envenenamento; polícia investiga Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, faleceu após 11 dias internado por suspeita de envenenamento após ingerir um bolo. Laudos do IML detectaram anestésico, sedativo e chumbinho em seu organismo. A polícia investiga o caso ouvindo familiares próximos. Arthur morava com o pai e madrasta, após dificuldades na convivência com a mãe. Câmeras de segurança registraram sua chegada à casa do pai antes de passar mal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morreu na noite desta quinta-feira após passar 11 dias internado depois de comer um pedaço de bolo que a família suspeita ter sido envenenado. Exames realizados pelo Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP) detectaram no organismo da criança a presença de lidocaína, um anestésico local, midazolam, medicamento de efeito sedativo, e terbufós-sulfóxido, substância conhecida popularmente como chumbinho. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que assumiu as investigações, ouviu nesta sexta-feira quatro pessoas próximas ao menino: o pai, a madrasta, a mãe e o padrasto. Os depoimentos fazem parte do esforço para reconstruir os últimos dias de vida de Arthur e esclarecer como as substâncias chegaram ao organismo dele. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, Arthur estava internado desde o dia 1º. Em nota, a pasta lamentou a morte e informou que se solidariza com os familiares. De acordo com o relato apresentado pelo advogado Luiz Almeida, que representa o pai da criança, Ademir Mello, Arthur morava com o pai e a madrasta desde março deste ano. Antes disso, o menino havia passado um período na casa do pai entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano, durante as férias escolares, retornando depois para a residência da mãe. Ainda segundo a versão apresentada pela defesa do pai, a própria mãe teria procurado Ademir para pedir que o filho voltasse a morar com ele porque o convívio na residência dela não estaria funcionando bem. Desde então, Arthur permaneceu na casa do pai, mantendo visitas à mãe nos fins de semana. No último fim de semana com a mãe, o plano inicial era que retornasse para a casa do pai no domingo, mas, como haveria uma reunião escolar na segunda-feira, a mãe o levou diretamente para a escola. Após as aulas, Arthur seguiu de ônibus para a casa do pai. Imagens de câmeras de segurança já obtidas pela investigação mostram o garoto chegando ao imóvel por volta das 18h20. Na residência estavam o pai, a madrasta, o meio-irmão de 4 anos e, pouco depois, chegaria a enteada da madrasta, de 9 anos. Segundo o advogado, ao chegar em casa Arthur teria contado ao pai que o padrasto havia dito que deixaria sua mãe caso ele voltasse a morar com ela. Ademir teria orientado o filho a não se preocupar com a situação. Pouco depois, enquanto o pai saiu para buscar a enteada no reforço escolar, a madrasta teria mexido na mochila do menino e encontrado um pedaço de bolo de chocolate. De acordo com a defesa, o alimento chamou atenção porque estava guardado sem recipiente, entre roupas dobradas. A madrasta teria telefonado para o marido avisando sobre o bolo. Ainda segundo o relato do advogado, Arthur acabou comendo o pedaço de bolo e teria dito ao pai que a mãe tinha guardado para ele, já que estava passando mal no sábado e domingo, e por isso não teria conseguido comer na festa. Segundo o advogado, o pai de Arthur nem sequer chegou a ver o bolo em questão. Mais tarde, a família jantou macarrão com carne moída. O mesmo alimento foi consumido pelos demais moradores da casa. Horas depois, por volta das 23h, o menino começou a apresentar os primeiros sintomas. Conforme a versão do pai, ele passou a vomitar, teve episódios de diarreia e começou a demonstrar confusão mental, falando frases sem sentido. Arthur foi levado para atendimento médico e acabou transferido para uma unidade de maior complexidade, onde permaneceu internado até sua morte. A suspeita sobre o bolo surgiu após o pai entrar em contato com a mãe do menino para tentar descobrir a origem do alimento. Segundo o advogado, Lidiane teria informado que, na reunião familiar do fim de semana, não havia sido servido bolo de chocolate, mas outros tipos de sobremesa.
Menino de 11 anos morre após comer bolo suspeito de envenenamento; laudo detecta anestésico, sedativo e veneno conhecido como chumbinho
Arthur de Mello da Silva estava internado desde o dia 1º em Nova Iguaçu. Polícia ouviu pai, madrasta, mãe e padrasto e investiga como substâncias foram parar no organismo da criança






