0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PRACA DOS TRES PODERES/STF/CONGRESSO NACIONAL/MASTRO DA BANDEIRA/ESPLANADA DOS MINISTERIOS/FOTO AEREA Foto aérea da Praça dos Três Poderes. Ao lado o STF e o Congresso Nacional. Ao fundo a Esplanada dos Ministérios. — Foto: Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 18:41 Presidente da CNM critica aumento de gastos municipais sem financiamento Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, critica o Executivo, Legislativo e Judiciário por aprovarem medidas que aumentam os gastos dos municípios sem indicar fontes de financiamento. Com 300 projetos em trâmite no Congresso, o impacto pode chegar a R$ 260 bilhões. Propostas como aposentadoria especial para agentes de saúde e aumento do piso salarial de médicos preocupam, pressionando os orçamentos municipais e comprometendo serviços essenciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), está preocupado com as pautas-bomba que tramitam no Legislativo, mas afirma que o Executivo federal e o Judiciário também têm aprovado ou permitido o avanço de propostas que aumentam despesas das prefeituras sem indicar fontes de financiamento. Segundo ele, há 300 projetos em tramitação no Congresso que prejudicam os municípios. A confederação calcula que o impacto para as prefeituras chegue a R$ 260 bilhões. Um dos maiores impactos, segundo o levantamento, é a proposta que prevê aposentadoria especial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), o que poderia elevar o déficit atuarial dos municípios em R$ 103 bilhões. — Essa pauta só começou a aparecer mais agora porque atingiu o governo federal. Mas estamos alertando há muito tempo sobre o impacto da prefeitura. Ziulkoski cita a medida provisória do governo federal que recria a correção do piso do magistério. Segundo ele, a iniciativa terá impacto de R$ 9 bilhões neste ano para os municípios e compromete o financiamento da educação. Outro projeto que preocupa a entidade prevê o aumento do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13,6 mil para uma jornada de 20 horas semanais. O projeto foi aprovação na Comissão do Senado e vai para Câmara. — São 120 mil equipes de Saúde da Família. Estamos falando de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares de enfermagem e outros profissionais. Hoje, os municípios já gastam, em média, 22% de suas receitas com saúde, quando o mínimo constitucional é de 15%. O orçamento não aumenta. Se você destina mais recursos para salários, faltará dinheiro para outras áreas. Já faltam medicamentos para hipertensos e diabéticos, e vemos pacientes aguardando atendimento em macas. Além disso, os municípios concentram cerca de 8,5 milhões de servidores públicos, enquanto a União tem aproximadamente 800 mil. É uma conta que precisa ser considerada.