Os contratos futuros de petróleo encerraram esta sexta-feira (12) e o acumulado da semana com um forte alívio, em meio aos maiores sinais de progresso diplomático entre os Estados Unidos e o Irã desde o início da guerra. Representantes de ambos os lados constataram que o patamar atual das tratativas é o mais próximo de um acordo de paz visto até o momento. O petróleo Brent com entrega para agosto recuou 3,37%, cotado a US$ 87,33 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em julho perdeu 2,83%, cotado a US$ 84,88 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, os recuos foram de 6,60% e 6,25%, respectivamente. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse hoje que um “Memorando de Entendimento de Islamabad” para tratar da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã “nunca esteve tão próximo” de ser concluído, mas pediu aos veículos de comunicação que se abstivessem de especular sobre seu conteúdo até que ele seja finalizado. A fala aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de agir de má-fé nas negociações entre os dois países e dizer que os termos de um suposto acordo divulgados por Teerã à imprensa não correspondem ao que foi efetivamente acertado entre as partes. “A questão mais importante talvez seja esta: se de fato chegarmos a um acordo com o regime iraniano, essa nova versão será melhor do que aquela sob a liderança anterior?”, indaga Phil Flynn, do Price Futures Group. O executivo também se questiona quanto os preços do petróleo podem cair enquanto os impactos dos ataques às estruturas petrolíferas e do fechamento do Estreito de Ormuz são avaliados. “Independentemente disso, este poderia ser um mundo novo em comparação com o que tínhamos antes da guerra. Podemos ver um dividendo da paz e um aumento na produção, à medida que os produtores globais de petróleo tentam recuperar a sua quota de mercado”, acrescenta. — Foto: stock.xchng