As importações de calçados no Brasil atingiram o maior patamar da série histórica iniciada em 1997 para os primeiros cinco meses do ano. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e maio, entraram no país 22,9 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 258,93 milhões. O resultado representa uma elevação de 18,2% em volume e de 14% em receita na comparação com o mesmo período de 2025. A China lidera as origens das importações com 9,28 milhões de pares, seguida pelo Vietnã, com 5,6 milhões, e pela Indonésia, com 3,27 milhões de pares. No sentido oposto, as exportações brasileiras seguem em retração no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, foram embarcados 40,9 milhões de pares, que renderam US$ 349 milhões, queda de 10,7% em volume e de 18,3% em faturamento na comparação com o mesmo período de 2025. Apenas em maio, a indústria calçadista exportou 6,42 milhões de pares, recuo de 5,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho foi pressionado, principalmente, pelos dois principais mercados de destino. Nos Estados Unidos, o volume embarcado permaneceu praticamente estável, com alta de apenas 0,1%, mas a receita recuou 25%. Já a Argentina reduziu de forma expressiva suas compras de calçados brasileiros. As exportações para o país caíram 57,8% em volume e 59,7% em valor nos cinco primeiros meses do ano. Entre os Estados exportadores, o Rio Grande do Sul permanece na liderança com 12,9 milhões de pares embarcados, seguido pelo Ceará, com 12,58 milhões, e por São Paulo, com 2,5 milhões de pares. A entidade aponta que o cenário exportador ainda reflete questões tarifárias dos EUA e o contexto macroeconômico na Argentina. Para o fechamento de 2026, a projeção da Abicalçados é de que as exportações apresentem uma retração total entre 4,1% e 8,9%. Entre janeiro e maio, foram embarcados 40,9 milhões de pares, que renderam US$ 349 milhões, queda de 10,7% em volume e de 18,3% em faturamento — Foto: Pixabay