Os Autarcas Social-Democratas (ASD) defendem a revisão da Lei das Finanças Locais, com mais recursos para os municípios, e a modernização da lei eleitoral, que permita a quem vence eleições locais ter maioria para governar.Na proposta temática que os ASD levarão ao Congresso do PSD de 20 e 21 de Junho, intitulada “Poder Local, Um País Inteiro em Transformação”, esta estrutura autónoma do PSD destaca os resultados nas autárquicas de Outubro de 2025, quando o partido recuperou a maioria das câmaras e das freguesias.“Também no poder local, o PSD voltou a afirmar-se como a principal força autárquica nacional. Hoje, o partido conta com 14.894 autarcas eleitos em todo o país, mais 1448 do que nas eleições autárquicas de 2021”, destacam.Para os ASD, este resultado “tem significado político” e “constitui um activo estratégico para o país e para o futuro do poder local”, alertando, contudo, que “os desafios actuais exigem mais capacidade de decisão, maior autonomia e um Estado mais próximo e mais ágil”.No texto que tem como primeiro subscritor o presidente dos ASD e presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, aponta-se ainda como prioridades a revisão do Estatuto do Eleito Local e a simplificação administrativa, e propõe-se a realização de um Encontro Nacional de Autarcas para comemorar os 50 anos do poder local.Os ASD reconhecem a importância das reformas que o Governo tem vindo a desenvolver na área da modernização do Estado, mas insistem que “quem está no terreno sabe que o país continua demasiadas vezes lento a decidir”.Por isso, pedem a concretização efectiva do princípio do “só uma vez”, evitando que as autarquias tenham de entregar informação já existente no Estado, maior interoperabilidade entre administração central, municípios e freguesias e maior agilidade na contratação pública, sobretudo nos investimentos de proximidade.
Autarcas do PSD pedem mais recursos para os municípios e maiorias para governar
Autarcas esperam que revisão da Lei das Finanças Locais dê “verdadeira dignidade financeira ao poder local”. Sobre a lei eleitoral autárquica, defendem que quem ganha deve governar com maioria.






