A ministra do Ambiente e Energia anunciou que o concurso para apoio à aquisição de carros eléctricos aberto esta quinta-feira fechou "em poucas horas" e que devido ao conflito no Médio Oriente não abrirá mais nenhum este ano."Abriu às 16h30 [de quinta-feira] e à noite já tinha esgotado. Esgotou em poucas horas os dez milhões de euros. Havia várias categorias, as dos carros e bicicletas esgotaram em muito poucas horas", anunciou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho. No entender da ministra, isso "mostra, por um lado, a apetência que as pessoas têm, a consciência de que é preciso electrificar, descarbonizar, não depender dos combustíveis fósseis, e isso é bom".Segundo informação do Ministério do Ambiente e Energia adiantada à agência Lusa, a primeira categoria a esgotar foi a de veículos ligeiros de passageiros para pessoas singulares, pelas 18h18, cerca de duas horas depois da abertura do concurso."Na categoria de motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos: vagas esgotadas às 20h35 (em cerca de quatro horas); carregadores para veículos eléctricos em condomínios multifamiliares: vagas esgotadas às 20h40 (em cerca de quatro horas) e bicicletas citadinas convencionais: vagas esgotadas às 22h48 (em cerca de sete horas)", refere o ministério.Aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa dos 35 anos da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, em Tondela, no distrito de Viseu, a ministra assumiu que "não deverá abrir mais nenhum [concurso] este ano". "Estamos a acudir a muitos eventos, e alguns contraditórios. O Fundo Ambiental, que é quem financia os carros eléctricos, está também a financiar parte das obras dos estragos ambientais nos rios, nos diques, em parte do litoral, que foram danificados com as tempestades", argumentou.E, acrescentou, numa altura em que o Governo estava "focado em repor os danos" causados pelas tempestades de Fevereiro, "aparece a crise do Médio Oriente" que tem levado o Governo a "ter que ajudar no gasóleo, na botija solidária, no transporte de mercadorias, nos táxis e nas ambulâncias dos bombeiros, também através do Fundo ambiental"."Por outro lado, também temos de diminuir a quantidade de combustível e, portanto, o apoio aos carros eléctricos é também muito importante, só que temos que gerir prioridades que concorrem umas com as outras e estamos completamente focados nestas áreas do Fundo Ambiental", justificou a governante.Com isto, a ministra disse que os projectos "mais tradicionais" do Fundo Ambiental, de outros anos, ficam "um pouco prejudicados, pelo menos, enquanto esta crise do Médio Oriente se mantiver" e, quando acabar, "liberta algum financiamento" que está a ser usado na ajuda ao gasóleo e gasolina. Maria da Graça Carvalho assumiu que, nessa altura, o Governo poderá "decidir ter mais apoios aos carros eléctricos, mas se não se verificar uma descida dos preços de combustíveis, vai ser difícil voltar a abrir este ano"."Esperamos por todos os motivos que haja paz, não haja guerra, mas também para poder usar o fundamental noutras prioridades", rematou.
Verba para apoiar a compra de carros eléctricos esgotou “em poucas horas”
Menos de duas horas depois de ter aberto o concurso com dez milhões de euros, a categoria de veículos ligeiros já não aceitava candidaturas. Este ano não deverá haver mais concursos.
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